Enquanto o general Pazuello, de meia em meia hora, dá uma versão sobre o início do processo de vacinação contra a Covid-19 (todas, evidentemente, falsas, porque não há vacina alguma disponível) o negacionismo bolsonarista promove, nas redes, um “Não ao Lockdown”, preparação para os atos de agitação que pretende realizar quando surgirem – aliás já estão surgindo – as inevitáveis restrições de mobilidade e aglomeração para o final do ano.

Vacina não é milagre e depende de – além de existir – planos e cronogramas muito bem definidos. Fazer “vacinações” coreográficas, tendo apenas uma ou duas centenas de milhares de dose é, mais que inócuo, prejudicial à imunização.

Tratam-se, nas vacinas até agora candidatas ao uso, de imunizações em duas doses, com prazo determinado entre elas. Não dá para esgotar tudo, porque a metade tem de ser destinada à segunda dose. Não é o suficiente nem para os profissionais de saúde brasileiros nem para os idosos acima de 70 anos em uma dose, que dirá em duas.

Não há infraestrutura montada, não há insumos disponíveis para vacinar em massa e a notícia de hoje, de que a vacina da Pfeizer pode produzir reações alérgicas anafiláticas ainda torna mais complicada a aplicação, pois será preciso ter protocolos e meios de agir nestes casos que, pelos dois surgidos em apenas um dia de vacinação não parecem ser raríssimos.

Se o “especialista em logística” que ocupa o Ministério da Saúde estivesse em uma guerra, já a teria perdido por falta de balas, de armas, de combustíveis ou de todos eles.

Bem, enquanto eles praticam o diversionismo e transformam saúde pública e vidas em politicagens, segure-se em casa, porque o número de mortes segue crescendo e muito. Só o Rio de Janeiro passou, hoje, para 160 mortes em 24 horas.

 

 

 

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