Vantagem de Lula deve subir no início de 2022

Começa o ano , com ele, a definição das decisões ou tendência das intenções de voto vai aumentar sua cristalização – já bem precoce nestas eleições, com índices de indecisão menores que nas anteriores, a um ano da votação.

O “agregador de pesquisas” do Poder360, que tira a média de todas as pesquisas divulgadas, é uma boa referência para refletir o que, ao menos nas próximas semanas, deve acontecer com a distância entre os candidatos.

E, nela, fica nítido que, no ultimo mês de 2021 é inquestionável o aumento da distância entre Lula e Jair Bolsonaro, embora este se mantenha como a possibilidade real de segundo turno, pelo viés de baixa das preferências pelos chamados “candidatos da terceira via”, uma classificação mambembe para políticos tão diferentes entre si.

As curvas de ambos, inversamente proporcionais, não tem razão visível para inverterem seus ângulos.

Lula sege navegando em águas tranquilas, recolhendo apoios que o favoritismo traz e que encontra no território desocupado entre os percentuais que ostenta e o grau de rejeição – agora abaixo de 40% – que segue diminuindo. Esta faixa do eleitorado, entre 15 e 20%, que ainda não vota, mas admite votar é fortemente influenciável pela formação da convicção de que ele será o vencedor.

Bolsonaro, aparentemente, colheu desgastes no final do ano, especialmente com a recusa à vacinação infantil e a falta de empatia em “badalar” férias felizes em meio às enchentes na Bahia e em Minas Gerais. A ver se o “Auxílio Brasil” produzirá o efeito que o presidente espera, mas é pouco provável, porque, mesmo com o aumento do valor, houve uma considerável redução da base de beneficiários do “Auxílio Emergencial pago em 21.

O fato é que, pela nem sempre cartesiana lógica eleitoral, a abertura de uma vantagem ainda maior entre o ex e o atual presidente é, ela própria, um fator de continuidade do que os analistas de pesquisa apelidam de “boca do jacaré”, por conta de imagem do crescimento de um e do declínio de outro na representação gráfica das pesquisas.

A primeira, em março/abril do ano passado, veio por conta da anulação das sentenças contra o ex-presidente; a segunda, se vier, vem da absolvição popular que as pesquisas lhe consagram.

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