Mentiras na Petrobras

A declaração do presidente indicado da Petrobras, Caio Mário Paes de Andrade, dada durante as sabatinas internas da companhia, de que não recebeu nenhuma orientação do acionista controlador – isto é, o Governo Federal – para liderar uma mudança na política de preços da companhia, atrelada, desde o governo Michel Temer, apenas à variação do preço do petróleo e da variação.

Inútil especular se Caio Mário está mentindo ( e está) quanto mentindo esteja Jair Bolsonaro quando diz que quer uma mudança nesta política.

É mais importante entender que este discurso do novo presidente da empresa o impede de, no curto prazo, promover este reordenamento na gestão da empresa, que é evidentemente necessário ou até imprescindível se não quisermos comprometer, a um só tempo, a contenção da inflação e algum grau de estabilidade na economia.

Implica, também, num déficit de credibilidade para o principal gestor da maior empresa brasileira: é absolutamente impossível que, depois de um mês na condição de indicado a presidência, Caio Mário não tenha tocado no assunto com Adolfo Sachsida, Ministro das Minas e Energia, com seu ex-chefe Paulo Guedes, da Economia, ou com o próprio Jair Bolsonaro.

Os dois fatores determinantes, a seguir com esta política, seguem ameaçando subir: o dólar valorizou-se 8,4% este mês e os preços internacionais da gasolina (estável) e do diesel (alta de 11%) não dão sinais de baixa tão cedo, apesar das ameaças de recessão global.

O jogo de cena bolsonarista, pelo visto, vai continuar.

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