A Europa vira o novo centro do coronavírus

Deve ter leitor me achando chato com esta história do coronavírus e a crise econômica em que ele está lançando o mundo.

Desculpem, mas é a principal notícia do planeta há cinco semanas.

E as consequências, se são sérias na economias chinesa, por esta ser o motor do comércio mundial, são mais sérias ainda na Europa, que segue sendo o principal hub de conexão mundial.

E ela está se tornando o novo polo da doença e de suas consequências de retração ou paralisia da economia.

Dos 2.260 casos novos registrados hoje, mais da metade – 1.330 – foram observados na União Europeia.

Liderados pela Itália – com 769 casos novos e 41 óbitos nas últimas 24 horas – no total, quase 4 mil casos e 148 mortes – mas também com um avanço expressivo da doença no seu país mais industrializado, a Alemanha, que , com 252 novas ocorrências, dobrou o número de infectados.

Obviamente já não adianta apenas bloquear aeroportos – de resto, já muito esvaziados – mas partir para interromper todos os ambientes de concentração de pessoas e isto inclui, claro, os de trabalho.

É uma boa recordação para os que andavam esquecido disso: economia é trabalho de pessoas e sem as pessoas – não sem os computadores – ela para.

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18 respostas

  1. Aos europeus caberá o redescobrimento de uma nova batata. Mas o Novo Mundo, e com suas conivências, quase não existe mais.

  2. A bolsa tá caindo feio hoje e dessa vez não tem a desculpa do acumulado pós feriado de carnaval.

  3. Apple é uma das empresas que mais tá sentindo os efeitos. Todas as linhas de produção dos iProdutos estão an China. Um detalhe interessante, a a força de trabalho de migrantes trabalhando nas fábricas da Foxconn (empresa que fabrica as coisas da Apple) ultrapassa 100 milhões.

  4. Coma dois alhos. Não tem efeito anti coronavirus, mas fará com que as pessoas não se aproximem de você !

  5. Não é questão de se discutir se é uma epidemia, se é grave ou não, se está sendo manipulado ou sei lá o quê. O fato é que está abalando o mundo e isto é o que interessa. É imprevisível a magnitude a que isso vai chegar. Dependendo disso o Brasil pode vir a sofrer muito, em várias áreas.

    1. Pensei nisto. Mas será que a economia nacional voltada para a sua massa interna de consumidores não criará uma nova dinâmica no mercado nacional? Posto que muitos produtos teriam que ser produzidos e consumidos internamente. O trio PSDB/Militares/Extrema-direita (o Bozo não significa nada e poderíamos dizer que militares=maçons) já estão se encarregando de destruir a tecnologia nacional (“tecnologia é algo que se compra”) há algum tempo. Depois do Collor/Itamar/FHC, tivemos maior empenho na produção científica nacional, dirigida a produção de patentes e uso industrial delas, no governo do Lula/Dilma, que usou, inclusive a indústria de petróleo e gás para este desenvolvimento. Desta forma, eu penso que, em termos tecnológicos, posto que a ideologia neoliberal é importar tecnologias, não teremos problemas com o vírus.

  6. A falta de um bom sistema de saúde único e gratuito em cada país é determinante para que este país não consiga domar a fera do coronavirus. A Europa vai ter que dizer adeus aos planos de seus cúpidos e birrentos neoliberais e adotar o que todo o mundo deveria adotar. E também é preciso que o mundo cuide para que possíveis vacinas não caiam em mãos de monopólios capitalistas.

    1. Infelizmente cairão, sim. Até porque quem vai descobri-las e produzi-las são trabalhadores e pesquisadores cujos patrões não serão instituições públicas de saúde, mas predadores da pior espécie, as transnacionais farmacêuticas. Quem acha que políticos são ruins nada sabe de executivos de medicamentos. São tão ou, às vezes, até mais perversos que banqueiros. Quem os conhece sabe o que estou querendo dizer.

    2. Com certeza há laços de funcionamento mútuo do sistema de saúde pública para todos os países da União Europeia, e isso poderá ajudar muito no combate unificado da doença naquele continente. Se Bruxelas souber trabalhar, isso reforçará ainda mais os laços continentais de integração, enfraquecendo aqueles que desejam dividir a Europa mais e mais. Os países mais fortes compensarão as deficiências dos mais fracos, agindo todos como uma só unidade em uma cooperação que transcende os aspectos meramente econômicos.

      1. Tomara!!! Tenho parentes na Itália. E por lá, ouço dizer, que o sistema de saúde público funciona. Claro que, no caso de uma epidemia, qualquer sistema de saúde se precariza, principalmente se for privado. Será que, caso a doença se espalhe fortemente pelos EUA, acarretará as mesmas consequências da bolha imobiliária? Ou seja, endividamento das famílias.

  7. O CUSTO pelo pânico, pelas paralszações e bloqueios INEFICIENTES, estão se tornando IMENSAMENTE mais caros, trágicos, diante do prejuízo e dos gastos com a prevenção que este vírus pudesse cobrar.

  8. TTudo bem, mas por que utilizar “hub”” se existe a palavra “eixo”? Ah, esta sedução norte-americana não contaminou apenas o Bozó. Agora, nem tigela se usa mais, mas “bowl”…

  9. A dengue mata mais. Não dá para entender esse pânico todo. A Sars e a Mers foram muito mais letais, com o mesmo potencial de contaminação mundial e não teve esse “auê” todo. Tem é muita desinformação e desconfio que tem gente manipulando para influenciar economias e mercados. Ninguém está tentando acalmar a população passando informações corretas, inclusive comparando com outras emergências médicas, tá todo mundo empenhado em criar caos, principalmente o pessoal da indústria médica e farmacêutica. Olha o potencial de ganho para esse pessoal.

  10. Para sabermos se este vírus é realmente letal, um pandemia, é preciso compararmos as estatísticas de outros vírus similares (H1N1, Influenza A, SARS etc.). Por ora me parece que metade da consequência desta crise é causada pelo pânico das pessoas.

  11. Para sabermos a real dimensão deste vírus, é preciso compararmos as estatísticas de outros similares (Influenza, SARS, H1N1). Por ora me parece uma pandemia de pânico, sobretudo.

  12. “É uma boa recordação para os que andavam esquecido disso: economia é
    trabalho de pessoas e sem as pessoas – não sem os computadores – ela
    para.”
    Fico contente com uma matéria inteligente. Fico triste, quando os jornalistas de esquerda estão preocupados com a dona do absorvente!!!

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