A tortura vem em seu “pacote”, Moro?

Não abriu investigação, muito menos afastou, preventivamente, os comandantes da Força Tarefa de Intervenção Penitenciaria que mandou ao Pará para cuidar dos presídios do Estado.

O que o Ministério da Justiça fez, diante da denúncia de 17 dos 28 procuradores do MPF no Pará – denúncia acatada pela Justiça – contra o coordenador designado por Sérgio Moro para coordenar a ação da FTIP, Maycon Rottava de que os presos estavam sofrendo violências que iam, segundo narra O Globo, do empalamento à perfuração dos pés dos presos por pregos? (E poupo o leitor dos chocantes relatos dos presos que o jornal menciona)

Simplesmente disse que está tudo certo e nem mesmo falou em apurar a denúncia:

— Acho que as bases que levaram à propositura desta ação não estão corretas. Tenho absoluta crença de que, assim que os fatos forem totalmente esclarecidos, esta questão vai ser resolvida. A intervenção levou disciplina para dentro dos presídios, disse Moro, em nota do Ministério.

O que Moro chama de disciplina é descrito assim pelos próprios agentes prisionais paraenses, gente acostumada à brutalidade das prisões e insuspeita de qualquer parcialidade em relação aos detentos:

“Havia tortura? Havia sim, mas era pontual, isolado. Depois da intervenção federal, é generalizado. Os servidores não estão conseguindo dormir. Os gritos ficam na nossa cabeça”, disseram funcionários do governo do Pará que atuam nas prisões. “Não é questão de apreço, de gostar dos presos, é uma questão de humanidade. Parece que fizeram uma seleção de psicopatas, e deram o direito a eles se regozijarem nos presos”.

Bem, não se pode dizer que em matéria de psicopatas com poder os agentes de Sérgio Moro estejam sozinhos.

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10 respostas

  1. A Força Nacional é treinada para humilhar (para dizer o mínimo). Agir apenas quando tiver superioridade e não se arriscar. Ou seja, enredo dos covardes.
    Devem estar em êxtase no Pará.

  2. Esse torquemada da araucárias não apenas se inspira, mas já dá mostras de querer ser um “brilhante ustra” do tenente bozo-miliciano a quem é subordinado. Notem que se em média e alta patente aquela ditadura horrenda pariu aquele que não só torturava e matava, mas também urinava e defecava nos rostos e bocas dos presos políticos torturados – esse criminoso da humanidade que foi brilhante ustra – o ditador de plantão e seu subordinado atual são ainda mais desqualificados, portanto capazes das mesmas, senão maiores crueldades com os presos sob custódia do aparato repressor de Estado cujo topo eles hoje ocupam.

  3. Cada vez mais, imaginem a repercussão disso pelos correspondentes internacionais, o “marreco de Maringá” se afunda na lama da sua INSIGNIFICÂNCIA MORAL. Mostra-se, cada vez mais, o sub-humano que é pelas condições morais-ética-intelectuais. Acha-se acima de tudo e de todos. Lembram de Joaquim Barbosa, quase agredindo Levandovsky nas sessões do STF? JB era celebridade enquanto foi útil para criar a fantasia do “mensalão”. Hoje JB sequer é chamado para opinar. Virou lixo descartável, o que é exatamente o futuro do marreco de Maringá.

  4. É triste e revoltante ler isso. Casos de torturas em presídios infelizmente sempre ocorreram. Mas até pouco tempo atrás esses casos seriam investigados e providências seriam tomadas. Mas hoje em dia pelo que se vê virou política de estado, incapaz de gerar revolta na população “de bem” e nos governantes. Pelo contrário, o que se vê é o incentivo de nossas autoridades para que isso ocorra.

  5. Como um bom psicopata que é o minio, tudo isto é simples perfumaria. Afinal ele está fazendo parte de um governo que é a favor da tortura.

  6. Passei mal ao ler a matéria no jornal. Sergio Moro não vai fazer nada para impedir – é o que a classe média quer. Ela não ouve os gritos, então tudo bem.

    1. Tristemente, tenho que concordar consigo. Os estratos médios da população brasileira atual cresceram e foram educados sob a doutrina de segurança nacional da ditadura civil-militar, educaram seus filhos ensinando a chamar tortura de “guerra aos criminosos”, esquecidos convenientemente que nem nas guerras de verdade se permite a tortura de oponentes rendidos. Chamam vingança de “justiça”, e por aí vai. Mas eles também têm seu conceito de democracia em uma ditadura, o que explica muito e não justifica nada.

  7. Sérgio Moro é um psicopata de mão cheia! Duvido que ele não teve prazer em saber das torturas.

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