A vacina não é pra já. O lockdown é.

Vacina é urgente e não pode ser negligenciada um dia sequer.

Mas, infelizmente, a vacinação não é solução de curto prazo – talvez, nem mesmo de médio prazo – para a mortandade que o coronavírus está provocando no Brasil, hoje.

Tivemos, ontem, 35% das mortes registradas no mundo, tendo apenas 3% dos habitantes dos planeta.

Desenhando: 12 vezes mais mortes que a média mundial.

A vacinação, que ontem atingiu 5,5% da população, se – como todos esperam – dobrar a velocidade destes primeiros dois dias que completamos agora de imunização nos deixará com apenas 17% da população vacinada com pelo menos uma dose até o final de maio.

60 dias com mortes, nos níveis que temos hoje, significa acrescentar mais de 130 mil mortes às mais de 290 mil que acumulamos em um ano.

E tudo pode piorar, porque não é mais viável a expansão dos leitos de tratamento intensivo como remédio. porque o Brasil duplicou o número de suas UTIs, e não tem mais pessoal, nem equipamentos, nem oxigênio, nem medicamentos para ampliar-se.

A catástrofe humanitária que estamos vivendo, como a de um bombardeio, não permite outra ação imediata que não seja a de gritar: protejam-se!

Ocorreria a alguém que não Adolf Hitler, aconselhar aos londrinos, durante os bombardeios nazistas de 1941 , saírem às ruas e manterem “a economia funcionando”, sob pena de serem chamados de “maricas”?

Será que seus 20 mil mortos naqueles dias, podiam ser recebidos na base do “tem de ver quantos morreram de bombas”?

Não há providência lúcida a tomar senão a decretação de uma paralisação significativa das atividades em todas as grandes cidades e metrópoles do Brasil.

Toda a tergiversação, toda a procrastinação dos governantes em comandar o recolhimento, a proteção, a defesa do povo brasileiro, é um crime hediondo.

Sobretudo quando isso se faz sob a sombra ameaçadora do Exército Brasileiro.

 

 

 

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