Agora o “barbeta” já não para mais, doutores

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É de dar risada na nota  da Folha, hoje, dizendo que o Supremo Tribunal Federal cogita em abrir uma ação contra o  procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o guru “barbeta” da Lava Jato (a expressão é “roubada” da que Brizola usava sobre um cidadão de hábitos parecidos, o “Fonsequinha”).

Diz Mônica Bergamo:

Ministros da corte acreditam que ele passou dos limites com as reiteradas críticas que faz ao tribunal –elas se enquadrariam nos crimes de injúria e difamação, punidos com detenção e multa.

Os magistrados esperam que providências sejam tomadas pela própria PGR (Procuradoria-Geral da República) ou pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Caso isso não ocorra, a corte abriria inquérito. Procurado, Santos Lima não se manifestou.

Não consigo deixar de lembrar de um professor dos tempos do Ginásio Luís de Camões, no Grajau, nas aulas de quem grassava uma guerra de bolinhas de papel daquelas de José Serra nenhum botar defeito. Quando já considerávamos instalar ogivas nucleares no papel amassado, o cidadão virava-se de frente e dizia: “se pegar em mim ponho para fora de sala”. É óbvio que o coitado já tinha sido atingido por vários dos nossos projéteis juvenis.

Na sala de aula ou no Judiciário, isso não vai parar mais, porque o professor e o Supremo deixaram a coisa ir longe demais.

Carlos Fernando, Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e outros vão seguir nesta trilha, porque sabem que se formou uma ensandecida base midiática para que procedam desta maneira, que acaba por enquadrar qualquer um que, discordando deles, limite-se a advertências suaves, quando muito.

Mas é de duvidar que nossos valentes juízes supremos consigam ir além dos arroubos de Gilmar Mendes e do gaguejar dos demais.

 

 

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