Aprovação da PEC custou caro em emendas

Todo mundo sabe e era só tempo para serem conferidas as autorizações: o governo liberou, em dois dias, R$ 1,2 bilhão em emendas secretas, as ditas emendas de relator, sobre as quais não se pode, em princípio, identificar o parlamentar interessado.

No Congresso em Foco, com dados do Estadão, mostra-se que nos dias 29 e 29 de outubro, depois que a PEC ficou sem quorum para ser votada, na semana passada, liberaram-se, em duas parcelas, R$ 909 milhões em verbas para obras e convênios em municípios.

Nada que não se soubesse e um problema para os deputados que, se dizendo de oposição, votaram pela PEC , em especial os do PDT cirista que garantiram a vitória ao governo.

Empenhos, sabe-se, são canceláveis e assim, viram aquela primeira botina do coronel da roça: não têm serventia alguma se o segundo pé fica retido.

Talvez por isso Lira esteja se mostrando tão despreocupado com a aprovação no segundo turno de votação.

Há cerca de 50 deputados que estiveram ausentes da primeira, prontos para serem “convencidos” para substituira qualquer arrependido. Mas, mesmo assim, não deve abrir as portas para uma saída (nada) honrosa para o falso impasse que Ciro Gomes levanta entre sua candidatura e a confirmação dos votos adesistas: que os deputados faltem à sessão e, assim, não deem o braço (ou o bolso) a torcer.

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