Armas ou comida. O que salva um país, Bolsonaro?

Ontem e hoje, duas notícias que envergonham um país que se pretenda civilizado.

A de ontem: O número de pessoas com licença de colecionador, atirador esportivo e/ou caçadores, os chamados CACs, aumentou 262% entre julho de 2019 e março deste ano. São 605 mil pessoas com direito a possuírem, cada uma, até 60 armas, metade de grosso calibre, o que supera os efetivos, somados, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que têm, atualmente 354,6 mil militares na ativa.

A de hoje: O número de brasileiros que passam fome chegou a 33 milhões, mais do que há 30 anos. E crescendo velozmente: no país que havia conseguido sair do mapa da fome, no intervalo de apenas um ano, 14 milhões de brasileiros passaram a conviver com a fome em suas casas.

É exatamente o que deseja Jair Bolsonaro, que declarou, há nove meses:

“O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC, que é fazendeiro, compra fuzil, o 762. Tem que comprar é… tem que todo mundo comprar fuzil, pô. O povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”.

O resultado é este: temos legiões de fanáticos armados e multidões de famélicos desesperados.

Não é preciso dizer nada, a não ser que será urgente dar comida aos que vivem com restos e tirar as armas de quem acha que é seu direito ter um arsenal bélico em casa.

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