Ataque dos EUA ao Iraque e Síria vai tensionar mercado do petróleo no mundo

A escalada de ações militares no Iraque e na Síria pode ter sido tudo o que Donald Trump precisava para sua campanha, arranjando aquela tradicionalísssima “ameaça aos norte-americanos” que, aliás, só desperta mais hostilidades aos norte-americanos.

Também não há “inimigo externo” mais a calhar que o Irã, que agora é politicamente afim com os vizinhos iraquianos.

Mas pode, também, ser tudo o que a tensa situação da economia mundial não precisava para começar 2020 com as esperanças de estabilidade com que encerrou 2019.

Não é só porque Irã e Iraque são duas dos maiores produtores de petróleo do mundo – somados, equivalem à Arábia Saudita.

A China tornou-se o maior parceiro comercial do Irã e, no pós-guerra, também do Iraque, empatando com a Turquia.

Sobre as relações de Vladimir Putin com a Síria, onde é o fiador da retomada do país de Bashar al Assad ao Exército Islâmico, nem é preciso falar.

O preço do petróleo, que vinha subindo (10% apenas em dezembro) tende, com o aumento das tensões, a não ceder e seguir acima dos 60 dólares o barril, ainda mais com a queda, anunciada faz pouco, de 3,2 milhões de barris do estoque norte-americano, em pleno inverno local.

Mau sinal para a economia ao começar 2020.

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