Avisem ao STF que o Brasil ainda é uma República

A “requisição” à Fiocruz de sete mil doses de vacina feita pelo diretor-geral do Supremo Tribunal Federal, Edmundo Veras, é só mais uma das vergonhas protagonizadas por nossa Corte Suprema que, aliás, se considera mesmo “corte” no sentido de seus integrantes fazerem parte de uma “nobreza”, com direitos superiores aos demais brasileiros.

Não a única, pois na mesma Folha de S. Paulo fica-se sabendo que o Superior Tribunal de Justiça fez o mesmo, como antes fizera o Ministério Público, que acabou por cancelar a ideia esdrúxula.

As desculpas apresentadas, depois que o fedor emanou são risíveis. É para “contribuir com o país”, “para comprar” (com dinheiro público, claro), e “para aliviar os serviços de saúde”.

Não se vê, porém, na correspondência qualquer menção a colocar os prédios da Justiça à disposição para a montagem de postos de vacinação, nem o oferecimento do pessoal médico dos tribunais para a montagem de equipes de vacinação ou, sequer, a disposição de abrir mão de verbas de gabinete para reforçar o caixa para a compra dos caríssimos imunizantes.

Só há uma maneira de, depois desta, o tal Sr. Veras não ser afastado do posto que ocupa, por absoluta falta de espírito público e de sentimentos de igualdade republicana: é que tenha sido uma determinação do presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, que já deu provas de sua tolerância com privilégios, engavetando por anos o pagamento de “auxílio-moradia” indiscriminados aos juízes.

Aí, quem tem deveria sair não será ele…

Será que vai ser preciso colar, pelas vidraças do Tribunal, uma adesivo com o art. 5° da Constituição dizendo que ” todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida (…)”?

Que mal essa gente faz à Nação, derrubando qualquer ideia de respeito que a população possa ter de seus juízes.

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