Bancos prevêem PIB em 1,24%, mas sabem que é ainda pior

 

Como várias vezes se disse aqui, a queda das previsões de crescimento da economia, estimada pelo Boletim Focus, do Banco Central, a cada semana, revela um resultado muito mais suave do que de fato esperam os bancos.

A esta altura, eles crêem que qualquer décimo acima do zero será lucro e vão baixando às migalhas – é a 12ª queda consecutiva! – os números que oferecem como estimativa da atividade econômica.

Ao contrário: se a fazem cair seguidamente é porque os indicadores do presente -seus números são instantâneos, ao contrário daqueles que tomamos conhecimento – apontam uma piora da situação que nem mesmo ao que dizem são capazes de sustentação.

Não tem mais ninguém na casa do 1%.

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10 respostas

  1. O deus-mercado não gostou de Bolsonaro. Como um deus vingativo, ele disparará raios sobre quem gerou e o amaldiçoará com tormentos eternos.
    Amém.

  2. Na realidade desde 2015 a recessão é contínua, o que tècnicamente deve ser chamado de depressão. Não se esqueçam de que o vampirão colocou na direção do IBGE alguém da banca, que orientou os técnicos a mudar várias metodologias de estudo, dentre elas as que são usadas para se estimar a o nível de atividade econômica. Basta observar a economia real, não a da especulação financeira, para se constatar o óbvio: estamos no 5º ano de retração do PIB real, o que caracteriza depressão econômica profunda; o resto é manipulação.

    1. É aquilo que se dizia quando a Lavajato completou sua primeira ronda de destruição, combinada com o processo tenebroso do golpeachment da Dilma. O país diminuiria de tamanho perdendo um terço de sua economia. Há dificuldade de que os responsáveis internos por este desastre admitam o tamanho da calamidade para a qual concorreram. Mas todos os sinais são claros no sentido de que o que resta do empresariado nacional de peso está prestes a admitir que embarcou em uma canoa de papelão para tentar cruzar um oceano, animado pela miragem do paraíso neoliberal que não existe nem existirá. E a canoa está começando a se desfazer, mas ainda há tempo de pular fora. Talvez consigamos ainda manter pelo menos a sobrevivência dos bancos estatais e da Petrobras. O resto depois a gente reconstrói.

    2. A depressão econômica se agravará com mais um ano de recessão, ainda que tecnicamente os indices manipulados de crescimento sejam ligeiramente superiores a zero, sendo inferiores ao crescimento demográfico significam uma retração na economia. E, pelo andar da carruagem, nem manipulando os índices conseguirão apresentar crescimento nominalmente positivo. E isto somente seria possível com uma extraordinária safra agrícola. Do contrário corre-se o risco eminente de uma estagflação, já que a cultura empresarial é a de elevar os preços para manter o lucro líquido (elevando a taxa de lucro interna), quando a demanda retrai. E no quadro de desemprego e incertezas é inevitável a retração da demanda de produtos de consumo massivo e de bens de capital.

  3. É só tirar a Dilma que o PIB cresce imediatamente. Ué, a Dilma já saiu?? Então pq não melhorou? :|

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