Bolsonaro consegue respirar, mas auxílio rendeu menos que o esperado.

Foram mais de 100 milhões de brasileiros pobres os beneficiários (diretos ou indiretos) do auxílio-emergencial, que hoje começa a minguar e tem data para morrer: 31 de dezembro.

Em quase a metade (44%) dos lares brasileiros foi um ingresso médio, segundo o IBGE, de R$ 905, quase uma “dobra” dos rendimentos para os 60% dos brasileiros que vivem com um salário-mínimo ou menos.

Certamente isto explica a subida de popularidade que é apontada pela pesquisa Ibope-CNI divulgada hoje, cujo relatório deixa bem claro o que aconteceu:

A avaliação do governo melhora principalmente entre os entrevistados com até um salário mínimo. Já entre os com mais de cinco SM, cresce a insatisfação com o governo. Cabe ressaltar que o percentual de ótimo ou bom supera o de ruim ou péssimo em todas as faixas de renda familiar consideradas. (…) Cresce o apoio dos entrevistados com renda familiar de até um SM, enquanto diminui o apoio dos entrevistados com renda familiar superior a cinco SM.

Fica claro que as notícias sobre o desempenho do governo só chegam de modo superficial às camadas mais pobres da população:

Notícias sobre os incêndios e queimadas na Amazônia e no Pantanal foram citadas por 10% dos entrevistados. Somando-se às notícias, também lembradas espontaneamente pelos
entrevistados, sobre o corte de verbas para a prevenção de incêndios florestais, sobre vídeo negando os incêndios na Amazônia e sobre meio ambiente de uma maneira geral o percentual chega a 12%.(…)As notícias sobre a expansão do Auxílio Emergencial até dezembro foram lembradas por 8% dos entrevistados, enquanto 7% citaram notícias sobre a suspensão das discussões do Renda Família (!?) e/ou manutenção do Bolsa Família até 2022. No total, as notícias sobre o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família (discussão no Congresso, redução do valor do auxílio e outras) foram citadas por 20% dos entrevistados.

O nó que o governo tem de desatar é o como “dar adeus aos pobres”, para continuar a política neoliberal de arrocho fiscal. E como vai administrar a perda de apoio com o “acabou-se o que era doce” da renda básica emergencial.

 

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