Bolsonaro diz que Trump é vítima de “ingerência” eleitoral estrangeira

A notória incapacidade de Jair Bolsonaro de olhar qualquer coisa senão os vultos de sua cegueira ideológica é de impressionar.

No dia da eleição norte-americana, em lugar de guardar silêncio e esperar que falem as urnas naquele país, preferiu dar uma entrevista à CNN “torcendo” por Trump e dizendo que “se Deus quiser” estará em sua posse em janeiro.

Fez pior, porem, no Twitter: afirmou que “há sempre uma forte suspeita da ingerência de outras potências, no resultado final das urnas”, sugerindo, sem provas ou sequer indícios, que governos estrangeiros possam estar fraudando as eleições.

Portanto, Joe Biden estaria sendo – senão envolvido – ao menos beneficiário de um ato de traição à soberania dos Estados Unidos.

Aliás, Bolsonaro diz com todas as letras que o Brasil também pode, em 2022, “sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências” que, insinua, já estariam atuando no continente:

– Não se trata apenas do Brasil. Devemos nos inteirar, cada vez mais, do porquê, e por ação de quem, a América do Sul está caminhando para a esquerda.

Não seria por conta do voto, da vontade dos cidadãos, mesmo contra máquinas golpistas, mídia de direita e muito dinheiro para seus candidatos?

Ou porque os governantes de direita, como o do Brasil, estão mais preocupados em agradar aos norte-americanos que a seus cidadãos?

E nem isso, porque – confirmando-se a vitória de Biden – o Brasil terá criado uma gigantesca pedra no caminho das relações com os EUA.

 

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