O FBI, Trump e o “eu sou você, amanhã” de Bolsonaro

Jair Bolsonaro deve estar pensando naquele famoso “eu sou você, amanhã” ao ver o noticiário sobre a operação de busca realizada no palacete Mar-a-Lago de Donald Trump na Flórida, supostamente para recuperar documentos levados pelo ex-presidente ao deixar a Casa Branca.

E vai, não demora, usar o episódio para colocar-se também como potencial alvo de ações arbitrárias de adversários políticos – exatamente como os líderes do Partido Republicano estão fazendo com o ex-presidente Trump.

Serve para aumentar a temperatura, já alta, entre seus apoiadores – civis e militares – por colocar-se, pela identidade com Trump, como também ameaçado por ações arbitrárias.

E para reforçar sua postura de “valentão”, que desafia a Justiça e diz não ter medo de perder a eleição.

Não há limites, é bom lembrar, na ousadia com que Jair Bolsonaro trata desta disputa que, para ele, não é apenas eleitoral, mas de sobrevivência, dele e de seu clã.

Focar numa eventual “prisão de Bolsonaro” é tática que convém ao atual presidente, não à oposição, porque alimenta a capacidade do atual presidente de levar seus seguidores a ações violentas.

Donald Trump está achando o máximo esta chance de se apresentar como vítima da violência, mesmo que ele tenha sido o promotor da violência na invasão do Capitólio.

E é também como vítima de perseguições que o estimulador de um golpe por estas bandas de cá quer se apresentar.

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