Câmbio nas alturas dá o medo de um queda maior …

O “rali” do dólar prossegue numa escalada além de qualquer previsão.

Hoje, fechou a R$ 4,35.

Quase 10% de valorização desde o início do ano, o que é demais em qualquer análise, por mais pessimista que seja.

Numa análise simples, teria de voltar a uma certa “normalidade”.

Mas não é necessariamente simples nada nas finanças, hoje.

Nenhum dado sólido saiu ainda da China para avaliar-se os efeitos do coronavírus, senão um “oba-oba” precipitado cm uma leve redução dos novos casos.

As ações que se relacionam com a exportação de commodities para a China estão em estado de completa loucura.

Também segue, com muito raras exceções pontuais, a saída de capital aplicado aqui em bolsa por investidores estrangeiros: desde janeiro, cerca de R$ 24 bilhões, mais da metade de tudo o que saiu em 2019.

A Bovespa está sustentada por pequenos investidores, diretamente ou via fundos e estes são muito mais vulneráveis ao stress das perdas repentinas.

Por isso a falta de equidade com a renda do câmbio é mais perigosa.

Com os grandes, há frustração do desempenho econômico local, e o fato de que, em todo o mundo, está se observando o que os economistas chamam de “flying to quality”, quando se procura a segurança do mercado norte-americano de moeda, títulos e ações.

A moeda dos EUA está se valorizando em todas as praças – analise, nos sites de cotações, o chamado “índice dólar”, que o compara a uma cesta de moedas – e o Euro tem a sua pior cotação em quase dois anos.

Meses de dólar alto – e cada vez mais alto – por mais que a demanda esteja reprimida por renda baixa e desemprego e a oferta sobrando por ociosidade e baixo consumo só não cobram seu preço em inflação porque a abulia econômica não a pressiona senão aqui e ali.

Mas no mundo real, da produção e do comércio – não no das finanças – as margens estão comprimidas e repasses vão acabar acontecendo, haja ou não quem compre.

Estamos como aquelas duplas de trapezistas, como o de baixo: não dependemos só de nós para não cair, mas de que o de cima não chacoalhe muito.

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6 respostas

    1. Como sempre o PT conspirando contra o Brasil hao de dizer os bozoristas de quartel, bytes ou assemelhados

  1. Se na última década do século passado o “dream time tucano” quase quebrou o Brasil no primeiro principado “sociológico” e foi incapaz de recuperar a economia para o segundo principado e para os prometidos “30 anos do PSDB no poder”, imagina o que pode acontecer agora com a economia na mão do “pior time do mundo”, o “Ibis” da economia, com um Guedes, com um “Grandson” e outros pernas de pau, opacos e incapazes, de igual ou menor envergadura que estes dois.
    No caos mental e real que reina nesse desgoverno agora, por exemplo, para “defender” a desvalorização do real e a redução da taxa de juros que, diga-se de passagem nunca propuseram, nem antes nem depois do golpe, nem antes nem depois da eleição, sacam argumentos como a “desindustrialização”, a “substituição de importação” ou a defesa do “produto nacional”, só faltam propor a “nova matriz econômica” e o “ensaio desenvolvimentista” do PT e de Dilma, contra a qual eles e a turma da Bufunfa lançou essa louca e insensata cruzada que justificou o Golpe de Estado, a “opção” Bolsonaro e que resultou na destruição da economia. O fato é que o Mercado induziu a economia do país a um coma profundo baseado em um diagnóstico falso e equivocado sobre o estado real da economia brasileira e de sua principal empresa e agora não sabe como ressuscitar o paciente. Armadilha da insensatez, destruição definitiva e fakeconomics não podiam produzir coisa diferente, mas agora Inês é morta.

    1. Realmente, diante do rosto feio do abismo, parece que abandonaram os postulados mais relevantes da cartilha neoliberal e estão a tentar salvar a própria pele de qualquer jeito, nem que para isso tenham de virar comunistas. E vão inventando justificativas provisórias e mal-ajambradas ao longo do rápido processo de deterioração da economia e do funcionamento geral do Estado. Se ainda conseguirmos vender a mesma quantidade de soja para os chineses pelo mesmo preço de sempre, receberemos por ela uma quantidade maior de reais. Claro que já surge na esquina a sombra medonha da inflação.

      1. Os meninos e meninas da Faria Lima e seus chefes não tem compromisso com nenhum postulado, com nenhuma doutrina, com nenhum ismo. Postulados, doutrinas e ismos são usados como um verniz, uma marca, uma grife. Toda vez que nos referimos a eles com palavras como liberais, burgueses, conservadores damos a eles uma dignidade e um respeito que lhes falta completamente. São apenas carreirista, arrivistas, cavadores de dinheiro destituídos de qualquer pretensão a valores básico. Sua única compulsão é o dinheiro. São pré modernos, não compreenderam ainda o século XX.

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