Comandante critica “policialização” do Exército

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O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, manifesta uma preocupação que, tomara, seja a do Alto Comando da força terrestre, ao protestar no Twitter contra a banalização do emprego das Forças Armadas na manutenção da ordem pública.

Preocupa-me o constante emprego do @exercitooficial em “intervenções” (GLO) nos Estados. Só no RN, as FA já foram usadas 3 X, em 18 meses. A segurança pública precisa ser tratada pelos Estados com prioridade “Zero”. Os números da violência corroboram as minhas palavras.

Os temores do general são positivos. Em tudo na vida e sobretudo nos exercícios de força, o uso do cachimbo deixa a boca torta e a “naturalização” do uso das Forças Armadas na segurança interna as vai afastando de sua missão constitucionais de serem as fiadoras de nossa soberania, como observa um amigo.

Muito mais do que os “coxinhas” os os bolsonaristas,  quem vem chamando as Forças Armadas a transbordarem de seu dever é o poder civil desmoralizado e afundado, pela crise e pelas cumplicidades, na incapacidade de prover a ordem pública.

O que deveria ser exceção raríssima e pontual , está virando regra, sobretudo pela ânsia do governo Temer de mostrar que “está agindo” – claro que pelo “lombo” dos militares –  numa crise que é mais que previsível e anunciada.

Nem na República Velha ou na ditadura chegou-se a transformar o Exército em polícia tal como se faz hoje.

Isso, porém, não preocupa – como preocupa ao general – os Executivos e os Judiciários.

Que parecem ter menos apego à ordem democrática que o Comando do Exército.

 

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