Covid de Boulos é alerta para o eleitor sobre os governos que tem

Guilherme Boulos, numa atitude correta e responsável, comunicou à Globo que testou positivo para Covid-19 e acatou a regra de que, estando doente, não poderia participar do decisivo debate de hoje à noite na emissora.

Regra, aliás, absurda se imposta por uma emissora que tem grande parte de seus apresentadores aparecendo em casa, online e não previu – ou vetou – a possibilidade de fazê-lo assim, pela importância que tem para a maior cidade da América do Sul.

Como está sem sintomas, foi uma atitude espontânea que não sei quantos teriam a um passo da hora da eleição.

Mas é uma advertência sobre o quanto a doença está crescendo, apesar das negativas e omissões das autoridades públicas, em todos os níveis.

Cada um dos paulistanos está sujeito a contraí-la, inclusive os que denunciam o descaso e o “liberou geral” em que caímos faz semanas.

É, claro, um anticlímax para uma campanha que, em todos os debates até aqui, tem tido um desempenho superior em debates.

Mas, seja como for, é um ato de respeito às pessoas, algo que tem faltado na política brasileira.

Repito o que tenho afirmado aqui: qualquer que seja o resultado, Boulos é vitorioso e seus gestos provam, a cada dia, que está capacitado a ser um líder maduro na política.

Há mais uma razão para que os paulistanos lhe deem o voto: é um homem que enfrenta e assume o que é, inclusive quando podia esconder para beneficiar-se.

Algo em falta, hoje.

 

 

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