De mestre ou de “esperto”, Temer está certo: intervenção foi “jogada”

nanixerife

Michel Temer disse hoje que a intervenção na segurança do Rio de Janeiro “é uma jogada de mestre, mas nada eleitoral”.

E afirmou que “”em política, as circunstâncias é que ditam a conduta. E as atuais mostram que não sou candidato. Eu não serei candidato”.

Pena ter “morrido”, há mais de dez anos, a Velhinha de Taubaté, o personagem do Luís Fernando Veríssimo que era, segundo ele, “a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo”.

Até a crendice da pobrezinha ia ser colocada à prova, nesta.

Porque Temer assumiu que é nesta “jogada de mestre” da intervenção que reside o sucesso ou insucesso de seu governo:

— Se não der certo a intervenção, não deu certo o governo.

Até no “tem que dar certo”, Michel Temer virou a cara de José Sarney, como  se escreveu aqui:

Nada mais parecido com a nulidade malandra que foi José Sarney como Presidente da República do que Michel Temer, até mesmo na ascensão ao governo sem os votos que jamais teria.

A linguagem de Temer, hoje, infelizmente, torna exata a expressão “nulidade malandra”

O pouco que puder vir de útil desta aventura, se houver, virá da prudência e da qualidade pessoal dos chefes militares, que há dias se esforçam – e suportam críticas que, até agora, ainda estão longe de merecer – para consertar o quadro de improvisos e falta de planejamento  em que se viram atirados na “jogada” de Temer.

Temer conta com os louros de uma improbabilíssima vitória contra o crime, deixando ao Exército as dificuldades e percalços.

E mente, mente, mente desbragadamente  sobre a candidatura que, se não assumir, será porque sua “jogada de mestre” não foi capaz de mudar a figura de anão com que entrará para a história, como entrou sua versão de três décadas atrás, José Sarney.

 

contrib1

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8 respostas

  1. Há poucos dias comentei acerca das chamadas ‘críticas preventivas’, das quais a blogosfera dita progressista e independente precisa lançar mão e usar à larga, caso queira brecar a imposição de uma descarada ditadura militar, sob o comando da la reacionária, truculenta e entreguista, hoje nas mãos do General Sérgio Etchegoyen, chefe do recriado SNI, protetor/escudo de Michel Temer e quadrilheiros que integram o governo golpista. Nesse sentido merce mençaõ e destaque a grave notícia publicada no jornal El País, cujo cabeçalho é mostrado a seguir.

    “Gil Alessi
    GIL ALESSI
    São Paulo 22 FEV 2018 – 20:42 BRT
    Em 18 de janeiro deste ano o sargento do Exército Renato Borges Maciel, de 40 anos, dirigia seu carro, um Logan branco, pela Via Dutra. Na altura de Itatiaia, Rio de Janeiro, ele foi parado em uma blitz durante operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil. Vestido com sua farda verde-oliva, o militar tentou impedir, sem sucesso, que o veículo fosse revistado. No porta-malas foi encontrada uma carga pouco comum: 17 fuzis de assalto modelo AR-15, dois AK-47, mais de 40 pistolas de calibres variados, 82 carregadores para pistola, 39 para rifles e 50 tabletes de pasta base de cocaína. O arsenal, avaliado em mais de 3 milhões de reais, bastaria para armar um pequeno exército. E de fato iria. Mas não para as forças armadas regulares: a suspeita das autoridades é que Maciel, lotado em Foz do Iguaçu, no Paraná, vendia armas para facções criminosas fluminenses.”

    No antepenúltimo parágrafo, Fernando Brito escreve:

    “O pouco que puder vir de útil desta aventura, se houver, virá da prudência e da qualidade pessoal dos chefes militares, que há dias se esforçam – e suportam críticas que, até agora, ainda estão longe de merecer – para consertar o quadro de improvisos e falta de planejamento em que se viram atirados na “jogada” de Temer.”

    Ficam essas mensagens para que os chefes militares – que, se não lêem, são informados sobre o que se publica e comenta neste e noutros blogs independentes e progressistas – saibam que estamos atentos ao que integrantes das casernas fzeram e andam fazendo.

  2. FB mas alguem foi malandro o suficiente, dentro do governo do PT, para impor sobre importante parcela militante, contraria a concessoes absurdas, algumas nao acoes que nos trouxeram ate aqui. Ou se ja, quais as funcoes dos Cardosos Palocci, e outros da vida nesta inapetencia para o poder? . Lula tb deve abrir olhos agora se nao já tarde..

      1. Não necessariamente uma não-ação, mas exatamente um gol contra: entregar a coordenação política do governo a Temer e Padilha na fase em que a conspiração golpista já estava em andamento adiantado e preparava o assalto final.
        Outro gol contra: abandonar o programa de governo apresentado à população e que nos uniu para derrotar o programa proposto por Aécio, e adotar um programa de austeridade, com muitos elementos do programa de Aécio, que afastou a base popular de apoio ao governo.
        Mais outro gol contra: os ministros indicados para o STF.
        Não-ação: a lorota idiota do controle da mídia através do controle remoto.
        Não-ação: manter o zé mané da justiça por 5 anos.
        Não-ação: deixar na gaveta o projeto de regulação da mídia que Franklin Martins deixou pronto para ser encaminhado ao congresso.
        Não-ação (provavelmente a mais grave): encastelaram-se nos gabinetes e não organizaram politicamente as bases.
        Paro por aqui pois nosso foco deve ser o de combater ao golpe e aos golpistas e não digladiar-mo-nos uns contra os outros no nosso campo. Mas é preciso aceitar a crítica e fazer a auto-crítica.
        Não foram as não-ações e os gol-contras apenas que nos troxeram até aqui. Mas certamente facilitaram em muito a vida dos golpistas e dificultaram em muito nossa capacidade de resistir ao golpe.

  3. O CARA É UM DEMENTE,SÓ NÃO É MAIS DO QUE AQUELES QUE O AJUDARAM A CHEGAR ONDE ESTÁ. PATOS FILHAS DA PUTA.!

  4. O inacreditável presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Thompson Flores, ao falar com jornalistas após proferir palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo, declara que “o ideal é que se mantenha execução da pena após 2ª instância”. Basta ver onde aconteceu sua palestra para entender que o desembargador também fatura alta popularidade com os americanos, evidentemente porque a retirada de Lula da eleição de 2018 está posta como tarefa primordial de sua jurisdição. Fatura popularidade e até acha-se capaz de sair de seu nicho sulista para dar lições de direito político aos membros do STF.
    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2018/02/23/ideal-e-que-se-mantenha-execucao-da-pena-apos-2a-instancia-diz-presidente-do-trf-4/

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