Demitir ou não Weintraub? Não fará diferença

Dê-se o destino que se der ao traste Abraham Weintraub, suposto ministro da Educação, não se irá dar ao Supremo Tribunal Federal a reparação ao fato de que um integrante do ministério de Bolsonaro os tenha chamado – repetidamente – de “vagabundos” que mereciam ser “postos na cadeia”. E dito isso nas barbas do presidente, sem qualquer reação do chefe, mesmo em reunião onde sobraram broncas, impropérios e palavrões.

Está claro, para qualquer um com olhos para ver – que Jair Bolsonaro partilha dos pensamentos de Weintraub e com o ato dos que atacaram o prédio do Supremo Tribunal Federal. Está longe de considerá-los inadmissíveis e os reconhece – como disse em vídeo amplamente divulgado – como “sua base”.

Sim, são. São estes grupelhos neofascistas são a sua face política, embora tenha outras raízes, também, em milicianos-policiais e em empresário picaretas que irrigam a máquina de lunáticos.

É a isto que os generais palacianos pretendem aliar-se para seu plano de fazer um governo militar?

Eles sabem que não têm força para arrastar as Forças Armadas a apoiar uma ditadura aberta dos grupelhos agregados a Bolsonaro, que têm como “chefes de estado maior” os filhos do ex-capitão.

O impasse que está criado não se resolverá com uma possível “demissão honrosa” de Weintraub.

Nada mudará no relacionamento belicoso de Bolsonaro com o Judiciário, nem suas ambições golpistas.

O Supremo sabe que seu pescoço está na guilhotina e quem é, de fato, o seu aspirante a carrasco.

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7 respostas

  1. “Nada mudará no relacionamento belicoso de Bolsonaro com o Judiciário, nem suas ambições golpistas o Supremo sabe que seu pescoço está na guilhotina e quem é, de fato, o seu aspirante a carrasco.”
    Beleza de frase Brito,tenho dito insistentemente ou o stf derruba esse governo de facínoras ou eles derrubam o stf.

    1. Já imaginaram uma figura do quilate da Damares ou do Weintraub a vestir a toga do Supremo, depois de passar galhardamente pela sabatina do Centrão? E depois outro e outro como eles? Adeus, Supremo.

      1. Por isso o stf vai derrubar essa gente,a depender do chileno e dos tucanos essa milícia psicopata não cai,quanto a nós povo se não fomos as ruas antes agora com pandemia é que não iremos.Os que foram no domingo merecem respeito e admiração pelo heroísmo.

  2. Não resolverá mas é um passo imprescindível nesse momento. Que não é fácil derrubar Bolsonaro, até Dilma disse isso ontem. Mas é a queda de um ministro importantíssimo, no quadro de topeiras do governo. Estamos assistindo a uma espécie de guerra, onde não se sabe exatamente a munição que cada um tem.

  3. Se ele tivesse o mínimo de intensão de um dia sair do poder, não falaria tanta bobagem, pois sabe que um dia, seria um ex-presidente. Na verdade, ele fala tanta asneira porque quer se tornar imperador vitalício e deixar os filhos no trono quando morrer.

  4. E necessário acrescentar um ingrediente importante a essa pizza “famiglia” que é a crise política no Brasil. Bozo e sua família estão acuados de muitas maneiras, mas a principal é o consorcio milicianos, traficantes e evangélicos. São 3 conjuntos que se intersectam, com quase sobreposição das milícias com o tráfico e vasta continuidade de membros e interesses nas igrejas. Essa gente está tendo muito prejuízo com o comércio fechado e dificultado, igrejas vazias e esquinas abandonadas pelos “fregueses” do tóxico. E eles todos não brincam em serviço. Vejam, por exemplo, a ansiedade homicida e incontrolada dos pastores que ficam inventando curas milagrosas. Com certeza a família está sendo ameaçada de morte ou sequestro ou revelações altamente incômodas, como foram as ameaças nada veladas do guru da Filadélfia.

  5. E o mais absurdo de tudo é o que se comenta, que a centro-direita (PSDB, talvez Ciro e etc.) estaria negociando apoio ao não-impeachment e à permanência de Bolsonaro. Em troca, ele daria sinais de moderação, como a demissão de Weintraub e a aproximação com a Rússia.

    Os cabecilhas dessa negociação, se ela existir, não podem ser considerados políticos sérios. Eles insistem em não pular de uma carruagem desgovernada à beira do abismo.

    De duas, uma: Ou este pessoal quer se unir ao Centrão em busca de cargos, ou estaria em marcha um realinhamento da direita com a extrema-direita, visto que com a galopante ruína de Bolsonaro os sinais que se apresentam só apontam para uma inevitável explosão de popularidade da esquerda progressista, a qual eles ainda insistem em tentar alijar do jogo político.

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