Diplomacia, ecologia, economia. A cabeça privilegiada de Paulo Nogueira Batista Jr.

Este blog nunca escondeu sua admiração pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr., sobre quem lamenta não ter recebido o Ministério da Fazenda no governo Dilma.

Hoje, tem o privilégio de reproduzir a entrevista dada a Eleonora de Lucena e Rodolfo de Lucena.

Você vai ver um sujeito ue conjuga equilíbrio e paixão, tudo em nome de uma visão de Brasil  coerente com um país como o nosso, com o tamanho e importância que tem.

Que conjuga coerência com pragmatismo.

Que fala em economia com a simplicidade de quem quer ser entendido e não admirado.

Que é moderno sem perder as referências históricas.

Não falar na linguagem simples é, em geral é um maneira de trair a população, porque é falando o que não se pode entender que se faz o que não se poderia aceitar.

Se não tem tempo para uma conversa encantadora, deixe para assistir depois.

Por ser assim, não faço o resumo, que você pode ler aqui.

Mas recomendo que não leia, assista, é uma conversa que eu adoraria ter.

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11 respostas

  1. Também sempre defendi o nome de Paulo Nogueira Batista Jr. como o nome ideal para o MF desde que Mantega deixou o ministério. É um desperdício para o país não contar com ele à frente de nossa combalida economia. Chego a arriscar que com ele no governo Dilma os golpistas não teriam a economia como alvo de ataque e a chance do golpe de Estado seria bem menor.

  2. Que família essa Nogueira Batista!

    PNB Junior foi, junto com Aloisio Biondi, nos tempos do “principado sociológio”, nosso grande combatente público contra o pensamento econômico simplista e vulgar (mescla de pura ideologia com pura desonestidade) que vem há décadas dominando e imbecilizando o Brasil. PNB, o pai, tem um texto fundamental e clarevidente do que viria a ser o Brasil “dominado” por esse pensamento econômico simplista, vulgar e acima de tudo desonesto.
    As colunas de PNB Junior durante os dois mandatos de FHC deveriam compor um livro sobre a discussão (ou melhor a não discussão) dos temas econômicos naquela época. Além de tudo eram muito bem escritas, quase como um cronista, com pitadas de humor fino e inteligência sofisticada.

    http://www.consultapopular.org.br/sites/default/files/consenso%20de%20washington.pdf

  3. Vou ver, pois já vi que vou gostar.
    Falar em linguagem compreensível para leigos é um fator que evidencia a inteligência e as boas intenções dos especialistas.
    Linguajar técnico serve para publicações que serão lidas por quem também é da área.

  4. Saudades de abrir a Folha de São Paulo para ler as colunas do Paulo Nogueira Batista Jr, do Jânio de Freitas e do Clóvis Rossi. Quando o jornal tinha volume e densidade. A Eleonora de Lucena fazia parte do Conselho Editorial. Ah, bons tempos… Hoje, o porteiro passa o exemplar por baixo da porta sem amassar uma página, e se acontecesse nem teria problema, pois seguramente seria uma propaganda da Caoa…

    1. Risos, os mais jovens pelo menos não sofrem essa dor do sentido de decadência. Vêem só, e o que não é pouco, destruição. Nós temos mais claro os sinais da decadência, o que para um país como o nosso, com níveis tão baixos de jornalismo, não deixa de ser surpreende. Eu assisti na televisão um programa como, por exemplo, o Abertura, onde desfilavam figuras como Glauber Rocha, Mino Carta, um conservador sério como Hélio Silva, um porra louca no bom sentido como Fausto Wolf ou um Sargentelli, além das principais figuras políticas da oposição que tentava forçar a transição para mais além do projeto do estertor regime de 64. A dificuldade era como a que vivemos agora, mas a esperança na mudança era tão incrivelmente maior que a que vivemos nestes tempos de fato sombrios.

      1. Verdade. Talvez o aspecto mais sombrio do golpeachment foi a eficácia em reduzir a esperança a níveis ínfimos. O desmonte, em nível cultural e educacional, teve alguns eventos similares em nosso passado de tantos momentos complicados, mas nunca vi tamanha devastação na psique coletiva como agora. O receio maior é que o benchmark destas gerações passe a ser o que temos aí, um padrão de qualidade raso para quase todas as esferas da vida. E que implantem, com sucesso, o “argumento” thatcheriano de que “não há alternativa possivel”. Se isto se estabelecer, nenhuma forma de luta terá chance de ser bem sucedida.
        Aí, verdadeiramente, só restará o caminho do aeroporto…

  5. Acho que a maior responsabilidade pela triste situação de entreguismo do Brasil é da classe média, a verdadeira. São pessoas que têm acesso a informações de todas as fontes e têm cultura suficiente para entender o que está acontecendo no Brasil.
    Mas a maioria das pessoas dessa classe se mantém omissa, decidiu negar a política, ao que parece por orgulho besta. Para não ter que assumir que foi feita de tola pela grande mídia brasileira, ao comprar o discurso antipetista, que na verdade era antinacionalista, prefere se calar e jogar nas costas da esquerda a responsabilidade por estancar essa sangria colonialista.
    Mas essa classe média que se mantém omissa é, ao lado da grande mídia oligopolizada brasileira, a principal formadora de opinião da maioria da população, composta por pessoas das classes média baixa e inferiores. E, devido à omissão dessa classe média melhor informada, o resto da população não consegue perceber o que está acontecendo no Brasil.
    Em consequência, dois terços da população ainda consideram o desgoverno Bolsonaro regular ou bom.
    E, nessa condição, o discurso da esquerda não tem força suficiente para mudar o Brasil.

  6. Fernando Brito, assisti hoje com prazer; o casal de jornalistas do Tutameia deixa o entrevistado falar. Descobri que tenho afinidade com o espírito dessa linha nacional-desenvolvimentista do Getúlio, Brizola, Lula. Assistir a entrevista do Paulo Nogueira foi um desafogo diante da brucutice geral, me deu esperança, rs

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