Diretor do Butantã diz que ‘é impossível’ que evento adverso tenha relação com a vacina

O médico Dimas Covas disse, em entrevista, que “é impossível que a vacina, fosse placebo ou não, tenha sido a causa” do evento adverso registrado com um dos 10 mil voluntários com que está sendo testada a Coronavac, vacina chinesa que o Instituto Butantã pretende produzir no Brasil.

O mesmo foi atestado pelo professor Ésper Kallas, titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP.

Como os preceitos éticos – coisa meio em falta no país – impedem a divulgação do tipo de evento as explicações pouco puderam ir adiante disso, por parte das autoridades sanitárias de São Paulo.

Temos um impasse que tem dois caminhos para se desfazer, ambos desgraçadamente ruins para a Saúde pública.

O primeiro é a Anvisa voltar atrás e liberar a continuidade dos testes, o que a colocará na posição de ter tomado – e claramente por razões políticas – uma postura incompatível com suas funções técnico-científicas.

O segundo, que vai colocar o país mais ainda no lugar de a mais ridícula nação do mundo, é a judicialização do processo de experimentação da vacina, porque nenhum ato administrativo – mnem mesmo dos que deveriam ter fundamentação médica – está isento de apreciação judicial.

É o que nos faltava: ir parar nas mãos de um janotinha togado o que é atribuição da comunidade científica, judicializando a ciência depois de terem judicializado a política.

 

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