Dólar e bolsas vão encerrando um dia de caos

Dólar a R$ 5,06, um real e cinco centavos acima do que valia ao se iniciar o ano, dois meses e meio atrás, 26% de desvalorização cambial.

Bolsa de Valores a 71 mil pontos, a mesma que começou o ano a 117 mil pontos, 38% de desvalorização.

É o coronavírus? É.

Mas não é só ele.

Temos, disparado, a moeda que mais se desvalorizou no mundo, e com a fuga dos investidores estrangeiros ajudando, a Bolsa que mais caiu.

O Brasil é um país em dissolução porque não tem política econômica, não tem presidente e tem um ministro da fazenda que não é capaz de propor nada que não sejam reformas ruins e de efeito demorado e que não consegue pensar em outra coisa senão vender estatais, como fez hoje, ao falar à Folha, pedindo pressa na venda da Eletrobras, como se alguém estivesse, a esta altura, interessado em comprar, a não ser por migalhas.

Temos uma emergência sanitária, mas temos também uma emergência econômica.

Precisamos evitar a morte de pessoas, de empresas e de empregos.

Não adianta liberar liquidez para o sistema bancário se este é deixado livre para estabelecer juros insanos. Comemora-se lucro recorde do BNDES – obtido vendendo patrimônio – e não se mobiliza o maior banco de fomento do país para nenhum programa emergencial.

Está explicado porque Paulo Guedes não quer que empregadas domésticas vão à Disney: o pateta está aqui mesmo.

Ele.

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10 respostas

  1. O pateta está aqui … ele Guedes …
    O rato está aqui … o CONJE …
    Os irmãos metralhas estão aqui … a famíglia e seus milicianos …
    Os patos estão aqui … com a panela no c*

  2. Um vendedor de automóveis – por exemplo – ganha comissões nas vendas.

    Mas acredito que o milionário Salim Mattar – dono da Localiza – tenha aceitado um cargo de R$ 30 mil por patriotismo. A pressa em vender tudo, ao contrário do senso comum, é amiga da perfeição. Resta saber para quem está “perfeito”.

  3. Lição nº 1 – Salvar pessoas.
    Lição nº 2 – As pessoas vivas salvam as empresas, comprando e consumindo seus produtos
    Lição nº 3 – Muitas pessoas até vivem sem as empresas – (índios, pobres, pretos, quilombolas, moradores de rua, desempregados,…).
    Lição nº 4 – Nenhuma empresa vivem sem as pessoas.

  4. O Brasil fez por merecer tudo de ruim que está acontecendo agora, bem como o que de ruim ainda está por vir.
    Espero que as próximas gerações aprendam as muitas lições que esse período vai deixar.
    E eu não tenho dúvidas de que, depois que a poeira baixar, vai ficar muito claro que demonizaram e tiraram do poder o partido que obviamente cometeu erros, mas ainda assim fez os melhores governos que esse país já teve. E que desprezaram um dos maiores líderes políticos que o mundo já viu.
    Essa cambada que deu o golpe, incluindo a elite empresarial, os políticos e a grande mídia, não passam de canalhas, pois todos sempre souberam da verdade, mas o que queriam mesmo era o “Brasil deles” de volta, aquele Brasil que sabemos bem qual era.

  5. O brasil está em frangalhos, a economia foi destruída, a desigualdade avança, pessoas morrem de fome nas ruas das cidades, e o olhar do trabalhador para os moradores de rua é o do medo de ser o próximo a viver na sarjeta.
    O real não vale nada, os investidores fugiram para nunca mais voltar. Conversando com um empresário italiano radicado no Brasil há 15 anos ele me disse que só não voltou para a Itália por causa do fechamento das fronteiras, mas que prefere enfrentar o coronavírus por lá do que a gangue do bolsonavírus por aqui. Vai deixar empresas, imóveis, carros e projetos para trás. Assistiu ao Brasil escorrer pelo ralo.
    O fato é que os nazineoliberais no governo são a forma mais perfeita de destruição de uma economia e de uma nação. Os nazis odeiam o povo, estimulam o ódio, a desconfiança, provocam a intolerância, a belicosidade, vivem da ignorância, da perseguição.
    Os neoliberais também odeiam o povo, provocam a concentração absurda da renda, promovem o austericídio, a morte em massa pela austeridade, acabam com a demanda agregada, entregam as riquezas nacionais a preço de banana, privatizam irresponsavelmente, perseguem servidores públicos, não entendem que há dinâmicas diferentes para os diferentes setores (uma coisa é privatizar o setor de telecomunicações, outra coisa é privatizar o setor de energia, de água etc.), não se preocupam com a economia real dos trabalhadores etc. Em suma, destroem os fundamentos da economia.
    Os nazineoliberais são, hoje, os maiores inimigos e destruidores da economia e da nação. (São os maiores inimigos inclusive do capitalismo que tanto querem).
    E enganam-se os que pensam que essas reformas poderão dar certo no longo prazo.
    Não darão.
    A não ser que não contabilizarmos as mortes, a miséria, a inanição, o empobrecimento brutal de mais da metade da população.

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