Dólar passa de R$ 4,60 com mercado abrindo a boca para o leilão do BC

Os especuladores acordam cedo.

O mercado de dólar subiu forte nos primeiros minutos de negociação, bem perto dos R$ 4,61, o que quer dizer 15% a mais que ao começar 2020.

Todos de boca aberta para ‘comer” os dólares que o BC deve oferecer num leilão, esta manhã, para mais um dia de “João Teimoso”, cai, mas volta em seguida.

Há duas semanas, quem falasse nesse valor era considerado louco ou “terrorista”.

Está na contramão do sentido mundial, onde o dólar se desvaloriza ligeiramente frente a uma cesta de moedas.

É movimento made in Brazil, embora sustentado não apenas por especuladores brasileiros.

É que há mercado para o dólar, e farto, com a saída de capitais.

No primeiro dia útil de março, segunda-feira, mais R$ 2,18 bilhões deixaram a Bovespa, em linha com os menos R$ 19 bilhões de janeiro e os negativos R$ 21 bilhões de fevereiro.

O argumento de que são os ratos da especulação fugindo da queda dos juros, depois de terem se locupletado pode tem parte de verdade.

Mas é preciso considerar o que está acontecendo quando os ratos abandonam o navio.

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