Doria afunda atirando

Quando se quer acordo, tem-se uma conversa; quando se quer briga. escreve-se uma carta.

Quando a carta tem sete páginas, como a que mandou ontem João Doria ao presidente do PSDB, Bruno Araújo, não é apenas briga, mas “barraco”, o que se quer.

Até com a ameaça de ir à Justiça para ser o candidato do partido, mesmo que , a esta altura, ninguém o queira mais:

“Ir na contramão [das prévias que o escolheram candidato] ou além dos poderes outorgados pelo estatuto, como sabido, constitui abuso de poder, ato antijurídico passível de correção pela via judicial inclusive”.

Como é óbvio que ninguém pode ser assim, o que Doria acena sobre a candidatura tucana é aquela frase dos dramalhões antigos: “ou minha ou de mais ninguém”.

Se ele ou Simone Tebet seguirão como almas penadas na disputa eleitoral já nem tem muita importância, porque se tornou impossível somar até mesmo as migalhas eleitorais que ambos têm.

Mas parece que nem isso conseguirão, tamanha é a desagregação em que a nunca unida Via desmorona às vésperas do início formal do processo eleitoral.

A Folha fala hoje que os “órfãos da terceira via já discutem opção entre Lula e Bolsonaro” e começa a alinhar as adesões a Lula, os que pregam o voto nulo e o solitário apoio a Bolsonaro de Michel Temer.

Deixa, porém, de tratar das opções de quem é o maior destes órfão: ela própria, a mídia.

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