Doria e Moro disputam “Troféu Looser” de 2022

Parece que Sergio Moro e João Dória travam uma ferrenha disputa para ver que se torna a maior decepção para os que acreditavam que fossem ser alternativas viáveis a Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Os índices patéticos do governador paulista nas pesquisas e a incapacidade do ex-juiz em articular-se na política com alguma coisa que preste – e o MBL está incluído nisso – estão se refletindo naquilo que os gaúchos chamam de “crescer feito cola (cauda) de cavalo”: para baixo.

E a origem de suas agruras, tenha certeza, está em outro ditado popular, sobre quem foi buscar lã e saiu tosquiado.

Heróis da mídia e do antipetismo, acharam , em 2018, que poderiam facilitar seu caminho ao poder na garupa de Jair Bolsonaro: afinal, tosco, grosseiro, ignorante frente aos luminares que a dupla achava ser, acabariam por ser seus fiadores, que o abandonariam quando quisessem e lhes fosse conveniente.

Sugariam Bolsonaro, mas eles é que foram sugados, por não compreenderem que o núcleo de seus apoios vinha exatamente daquilo que realmente lhes dava suporte: a direita insana, preconceituosa, reacionária que, afinal, permanece com Jair Bolsonaro.

Estão lá os eleitores que estariam com Dória ou com Moro não fosse o fato de que Jair Bolsonaro representa melhor o ódio, a intolerância e a conformação excludente da sociedade.

O dois são vistos, agora, pelos seus apoiadores de ontem, como “traidores” da seita bolsonarista e secam à margem dela, malditos que foram.

Suas semelhanças com Bolsonaro reduziram-se aos índices de rejeição porque, além dos que repelem os bolsonaristas que foram são refeitados tmbém por não o serem mais.

Agora, passaram a ser “rifados” dentro de seus partidos: Dória pelos “viradores de mesa”, os derrotados das prévias; Moro pelos deputados do Podemos que, já nem tão discretamente, querem empurrá-lo para o União Brasil.

Ambos estão nada dispostos a dividir com eles os recursos do fundo eleitoral, os únicos garantidos nestes tempos em que, pelo menos legalmente, dinheiros privados não podem ser utilizados nas campanhas eleitorais.

Eleitoralmente, a expressão “Faria Looser”, usada para mostrar a derrota política do “mercado” que se considera dono do país, cabe-lhes como mortalha.

 

 

 

 

 

 

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