É mais fácil dobrar o Centrão que a recessão

De novo, segundo a Fundação Getulio Vargas, caíram as expectativas da indústria de que seu desempenho irá melhorar.

Todo dia, como hoje, surgem mais indicadores ruins e os raríssimos sinais positivos que aparecem acabam send devorados pela maré pessimista da economia.

O dólar médio de maio vai ficar acima dos R$ 4 , acumulando uma perda de 10% desde a posse de Bolsonaro, pressionando os preços.

José Casado, analista a anos-luz de qualquer esquerdismo, diz hoje em O Globo que “A economia derrete sob Bolsonaro“:

O presidente se entretém na caça a fantasmas do sepultado comunismo, estimulando sectarismo e manifestações de apoio ao governo. Em cinco meses, da sua caneta saiu apenas uma iniciativa para imediata criação de empregos — na produção de armas.
Bolsonaro pode não ter percebido, mas o país derrete sob seu comando. Deveria ver o caso de São Paulo, onde há sete meses obteve 15,3 milhões de votos (67,9%), com uma vitória acachapante em 631 das 645 cidades.
São Paulo se asfixia em perdas econômicas intensas, disseminadas e reincidentes. A indústria completou três trimestres de queda na produção. Em março, a recessão difundia-se por 72% dos setores industriais, sem perspectiva de reversão para veículos, alimentos, eletrônicos, máquinas e equipamentos.

Só os fundamentalistas de mercado e os alucinados da camisa amarela acham que reforma da previdência reverte a economia. Não, porque não só ainda leva tempo para sair como, ainda que aprovada, leva tempo para fazer efeito.

Não adianta transformar o Congresso em “bode expiatório” de uma crise que não está nem aí para “namoros ” e “casamentos” de Bolsonaro, Maia e Guedes.

A recessão não é um “mimimi”. E não vai ser evitada com “memes”.

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