E não é patifaria geral?

Merval Pereira, já no merecido outono de sua capacidade de “fazer cabeças” da direita, mostra me sua coluna em O Globo, que este blogueiro não estava exagerando em dizer que, no Brasil, generalizou-se (sem trocadilhos) a patifaria.

Vejam o roteiro que ele descreve com a maior cara dura, depois de ter sido questionado por um grupo de advogados de tentar ditar o comportamento do Supremo.

O ministro Luiz Edson Fachin teria decretado a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba – isto é, de Sergio Moro – apenas para esvaziar o julgamento da parcialidade com que este conduziu o caso do triplex “atribuído” ao ex-presidente Lula.

Como remeteu sua decisão monocrática ao plenário do STF, na hora de votá-lo, esta semana, Fachin daria um voto contra o que ele próprio havia decidido e votaria pela competência da vara curitibana, para ajudar a fazer maioria para, senão revalidar a sentença, pelo menos revalidar tudo o que se fez ali.

Criar-se-ia um imbroglio – se não é competente, não pode ser suspeito – para preservar a íntegra do processo e deixá-lo pronto para ser liquidado com um penada de um novo juiz.

Se necessário, porque o “ideal” seria reverter ao status quo ante, mantendo Lula condenado e – viva! – inelegível.

Assim, seria aberto caminho para um candidato do Centro, o “Cinderelo”, no qual, por horror a Bolsonaro, todos deveriam votar e resolver o problema que todos os candidatos a príncipe encantado têm: a falta de votos.

Qual deles? Tanto faz. Quem sabe Merval, que considera Sergio Moro o herói dos heróis, acompanhe a declaração de voto do ex-juiz e faça campanha para o Danilo Gentilli, um sujeito que consegue ser mais grosseiro e preconceituoso que Jair Bolsonaro.

É duro de engolir, mas para quem já votou no “Mito”, não é nada.

 

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