Enquanto eles brigam, o país afunda

Na primeira página de dois jornais, Estadão e Folha, o drama do Brasil que não ocupa o twitter do Presidente.

1,9 milhão de vagas com carteira fechadas para os jovens em seis anos.

40% da renda das famílias brasileiras provém de “bicos” ou de benefícios – de resto, com valor ínfimo –  dados pelo Estado.

Pretende-se aprofundar isso, com mais “flexibilização” do trabalho, inclusive a malsinada “carteira verde amarela”, na prática o fim da proteção trabalhista.

Projeto que se “casa” com o tal regime de capitalização previdenciário.

Como não contribuem, compulsoriamente, patrão e empregado, poupa para a velhice ou para a invalidez quem pode e quem quer. Uma minoria, portanto, e muito menor entre os jovens, ainda distantes da ideia de que o tempo nos corrói.

E quem não poupa? Bem, que pague por isso com uma velhice miserável, percebendo uns trocados, numa banca de camelô, vendendo queijo e linguiça.

São lixo, gente descartável, filhos de um país que não ama seu povo e que resolveu caminhar para trás,  para um “Estado de Mal Estar Social”.

Condenados a tornarem-se uma multidão de degradados, para que, um dia, quem sabe surja a ideia de que é preciso exterminá-los.

 

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10 respostas

  1. é o famoso “quem mandô”: não trabalhar, não se esforçar, não poupar, não ficar rico, não estudar, não ter saude, não… ser meritocrático.

    1. Rita, é o tal “Estado Mínimo” desejado por muita gente: mínimo de saúde, mínimo de educação, mínimo de investimentos, mínimo de emprego, mínimo de renda etc… Nesse Estado Minimo, voce mesmo ensina seu filho em casa, compra uma arma para bancar a própria segurança, se cura com chás caseiros, tem seu próprio meio de transporte e se vira pra sobreviver do jeito que dá…..Vai daí, muito provavelmente, nem vai ficar velho pra precisar se aposentar…….

  2. ORA, ORA… A MAIORIA DOS JOVENS APOIOU A FARSA DO IMPEACHMENT, APOIARAM O GOVERNO TEMER-GLOBO, APOIARAM A FARSA DA PRISÃO DO LULA E APOIARAM O BOSÓ!
    AGORA… BEM, AGORA É HORA DE PAGAR A CONTA OU…. LUTAR COMO HOMENS!
    LULA LIVRE!

  3. Por que o mercado está tão preocupado com a reforma da previdência?
    Depois de engessarem o Brasil por 20 anos como o próprio mercado fez aprovar? A quem interessa os trilhões ou bilhões economizados com o sacrifício dos pobres?
    Interessa ao rentismo. A esse mercado que pressionará para o aumento da taxa de juros sabendo que o governo economizará dinheiro para lhes pagar.
    Também interessa diretamente aos donos da Globo, por exemplo, que estão dilapidando a empresa que depois será vendida (foi distribuído lucro de mais de 3,5 bi a cada um. As atas estão no Diário Oficial publicadas pela JUCERJA) e aplicam em títulos do governo que lhes pagará com o dinheiro economizado dos velhinhos.
    Quer que desenhe a cores?

  4. Há, por traz da ideia do novo regime de previdência, algo muito mais importante, mais determinante para os rumos que a humanidade escolherá ou, melhor, está escolhendo aqui e em outros países.
    O primeiro olhar deve ser para a situação da população do planeta como um todo frente ao modelo de estrutura social e econômica em que vivemos e que todos ajudamos a construir e a alimentar. Esse olhar desdobra-se em dois vieses. Um onde vemos que o consumeirismo implica em problemas correlatos perpetuando e agravando situações de pobreza, de exploração e ambientais. Peguemos por exemplo o uso de aparelhos celulares. Nós buscamos estar up-to-date com as novas tecnologias, ter o melhor e mais moderno modelo para comunicarmo-nos, receber informações online ao mesmo tempo em que o aparelho mais moderno e mais sofisticado nos traz status social. Isto leva-nos a, não raro, trocarmos de celular antes de sua vida útil terminar, antes que perca sua função essencial. Consumimos por desejo, não por real necessidade o que pressiona toda a cadeia de produção desde a mineração de metais raros. Quando compramos um aparelho celular, incorporados nesse produto vem a degradação ambiental provocada por práticas irresponsáveis de mineração em países subsaharianos. Não só, também vem a exploração de mão-de-obra dos locais, expostos a condições degradantes de trabalho, vem o trabalho infantil e vem a expropriação da riqueza natural desses países “comprada” a preço vil. Porém, não termina nisso, vai muito além. Esse modelo de exploração capitalista transpassa verticalmente a cadeia de produção na medida em que os países manufatureiros também não recebem uma fatia justa do preço final do produto. Lhes é reservado o papel de manufaturar, no sentido de fabricar peças de baixa tecnologia e intensiva em mão de obra e capital fixo, e o de depósito de lixo industrial. A maior parcela do valor adicionado é percebido pelos donos da tecnologia e das estruturas de comercialização b2b, ou seja, os donos da propriedade intelectual e os controladores da cadeia de marketing e distribuição aos pontos de venda ao varejo. Como visto, usando o exemplo de um objeto corriqueiro cujo desejo de consumo é presente no dia-a-dia de milhões de brasileiros, vemos como contribuímos para ajudar a construir e a manter um sistema perverso que gera desigualdade, miséria, injustiça social além de corromper pessoas, instituições e governos. A parte da corrupção, está implícita e presente ao longo do processo, é o “lubrificante” que faz a máquina funcionar reduzindo o atrito social que, deixado livre, a paralisaria.
    O segundo viés desse olhar deve repousar sobre a equação final. Metade da população mundial, cerca de 3,4 bilhões de seres humanos, vive com menos de 5,5 dólares por dia, em pobreza extrema, longe da possibilidade de consumir o essencial, quanto mais de alcançar o padrão de consumo da classe média brasileira. Pela lógica natural e pelos conceitos civilizatórios de uma sociedade liberal, explicitados inicialmente na Declaração dos Direitos do Homem de 1789 e ratificados, complementados e ampliados na Declaração Universal de Direitos Humanos, pela ONU, em 1948, reconhecemos o direito de todas as pessoas de terem uma vida digna, com todas as implicações que isso causa sobre o nível de consumo. Acredita-se que isso é incontroverso, ta maioria dos países membros são signatários e aos seus termos estão obrigados.
    Pois bem, simplesmente não há meios e recursos suficientes no planeta Terra para garantir os direitos mínimos à toda população, a não ser que parte dessa população abra mão de bens e serviços que ora dispõe e, mais, abra mão da expectativa de consumirem mais do que já o fazem.
    Surge, então, o paradoxo, todos – ao menos a maioria – por motivos culturais e éticos, enquanto pensam em termos humanitários e civilizatórios são favoráveis à extinção da miséria no mundo. Todavia, ninguém – ou ao menos a maioria – está disposto a abdicar de parte de sua capacidade de consumo em favor de um morador de rua, de um morador das favelas de uma das nossas cidades, quiçá de um africano do sub Sahara. Ao não haver essa possibilidade prática o que resta é a luta pela posse das riquezas. Luta esse que transpassa toda a sociedade mundial e cuja tendência é a de aumentar na mesma proporção em que aumenta a população humana.
    O desmonte do estado, a destruição das redes de proteção social e a desconfiguração das nações tem um único móvel e um só objetivo, a luta pela posse da riqueza e a garantia de que essa riqueza restará nas mãos de “quem direito”, de quem a merece, as que detém o poder e não as suas ou as minhas.

    1. “Deus perdoa sempre, o homem perdoa as vezes e a NATUREZA não perdoa NUNCA”. Para a Natureza, nós seres humanos somos como qualquer planta ou animal. Quando uma espécie se alastra de forma descontrolada e predatória, a Natureza ativa seus mecanismos de eliminação. É só dar uma olhadinha no aumento exponencial de desastres naturais pelo mundo (incendios descontrolados, terremotos, tornados, ciclones, chuvas torrenciais…etc..etc..) para verificar que esse mecanismo está ativado…Mortandade em massa de espécimes, é algo comum no planeta.

  5. “1,9 milhão de vagas com carteira fechadas para os jovens em seis anos”…….Seis anos!!!! Remonta então a março de 2013, pouco antes das manifestações de junho de 2013….Remonta então a 3 anos de governo Dilma, de março de 2013 a março de 2016……2 anos e pouco de Temer, até dezembro de 2018, e 3 meses do Bozo, sem querer ofender ao famoso palhaço dos anos 80………..Lula, meu filho, responda: Porque você com 5 eleições nas costas, experiência de sobra, coloca na Presidência da República uma pessoa que não tinha sido nada, sem experiência política alguma? Porque a marquetagem da “guerrilheira”, da “gerentona”, “da mãe do PAC”, da “Dilma não política”? Está vendo o alto preço que você está pagamento por colocar lá uma pessoa absolutamente fraca e despreparada politicamente. Além do preço que o país está pagando por essa brincadeira de mal gosto.

  6. “(…)e muito menor entre os jovens, ainda distantes da ideia de que o tempo nos corrói.(…)”.

    Sim, a impaciência e o imediatismo são características dos jovens.

    Assim como a esperança de um futuro melhor, pois se tem a impressão de que a velhice é algo muito distante, portanto, há tempo para se aprumar.

    Quando se chega aos 30, é que se tem a noção de que a vida é finita e passa rápido. Lamentável que muitos jovens, nos seus dezoito ou vinte e poucos anos, estejam embalados pela falácia bolsonarista/guediana.

  7. “1,9 milhão de vagas com carteira fechadas para os jovens em seis anos.” (???) Que estatística esquisita !
    Seis anos compreende o período de maior empregabilidade de nossa história. O importante é saber a evolução ano a ano.

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