“Erro” de US$ 4 bi tumultua contas, mas não muda sentido do cãmbio

Num episódio inédito na história dos órgãos econômicos do governo brasileiro, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex) enunciou ontem ter “errado” em US$ 3,9 bilhões a menor o valor das exportações brasileiras em novembro e registrado, anteriormente, um déficit na balança comercial de US$ 1,1 bilhão, quando haveria um superavit superior a US$ 2,7 bilhões.

Os bilhões de dólares já mostram isso, mas a escala de 30% de diferença mostra que não é mesmo “um errinho”.

Duas questões nisso e a primeira delas é dizer aos leitores que, como aqui se analisam dados oficiais, vai a criança junto com a água do banho e o erro alheio gera o erro derivado.

A segunda é de que, junto, ameaça ir-se a credibilidade de um órgão técnico, que jamais pode divulgar uma estatística sem revisá-la, ainda mais quando ela inverte brutalmente não apenas dados históricos mas, também, a lógica econômica, a de que a alta do dólar ao menos “seguraria” a queda – esta sim, real – de nossas exportações.

E, a menos que a Secex lembre de outros “esquecimentos” como o que alega ter tido nas exportações de novembro, a tendência de queda do comércio exterior brasileiro é forte e não vai se situar abaixo nos 20% no ano. Certo que reflexo da redução dos fluxos de comércio no mundo, mas também de fatores internos, resultado de nossa estagnação econômica.

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