‘Eu sou você, amanhã’: Kirchner é liberada de acusações

A grande mídia argentina bufa de raiva com a decisão da Justiça de extinguir o processo em que a vice-presidente Cristina Kirchner e seus filhos Máximo e Florência eram acusados de lavagem de dinherio de obras realizadas, em seu governo, na Província de Santa Cruz.

Por dois votos a um, os juízes do Tribunal Oral Federal 5 julgaram que não havia ocultação de dinheiro em negócios realizados por empresas hoteleiras da família, considerando que contratos de locação feitos por ela eram reais, a preço de mercado e envolveram contraprestação de serviços, não tendo característica de pagamento de propina, inclusive porque eram feitos formalmente, por cheques ou transferências bancárias registradas.

Não se caracterizando crime, o processo foi encerrado sem julgamento. Ainda há três processos – em tese – contra a vice-presidenta, mas com a descaracterização da lavagem de dinheiro, não parecem haver provas contra ela, que não atuou diretamente nas obras investigadas por supostas irregularidade.

A liberação das acusações reabilita Cristina politicamente, embora ela não tenha qualquer restrição legal – para comandar processos políticos, o que ela evitou, mesmo como favorita, ao ceder a cabeça de chapa presidencial a Alberto Fernández, cujo governo tem uma relação tensa com a ex-presidenta e que está em dificuldades, mesmo tendo reduzido em muito as perdas que se previam para as eleições de 14 de novembro último.

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