“Ex-emprego” de Moro não resistiria ao ‘ex-juiz” Moro

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro agora é, também, ex-diretor da Alvarez & Marsal, informa a Veja.

É que a multinacional enviou ao Tribunal de Contas da União e ao juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que administra a recuperação judicial da Odebrecht, comandados pela empresa, que responde também pela recuperação da OAS.

“Por acaso”, as duas empresas cujas “delações” acusaram de irregularidades o ex-presidente Lula.

Se o TCU e o juiz paulista usarem os “critérios Moro” de avaliação, o decadente de Curitiba estaría em maus lençóis.

É que isso não “fecha” com as manifestações públicas da Álvarez e Marsal e do próprio Moro.

Em anúncios públicos, “memes” nas redes sociais e em documentos público, anunciaram Moro como Diretor Admnistrativo (Manager Director), função que é bem descrita pelo próprio Moro no Linkedin:

Como Diretor Administrativo da Alvarez & Marsal, ajudo clientes em todo o mundo a cumprir os requisitos regulamentares no Brasil e em outros lugares e investigar alegadas violações das leis e regulamentações aplicáveis. Eu trabalho com clientes em crise e com empresas que tentam evitar violações onerosas da lei e práticas de compliance esperadas.

Agora, porém, é apresentado pela empresa à Justiça como um “free-lance“:

“A remuneração do Sr. Sérgio Moro decorre tão somente dos honorários pagos pela empresa cliente nos específicos casos em que está autorizado a atuar e com base na efetiva prestação de serviços como consultor”.

Não é uma questão meramente retórica, porque o juiz Rodrigues havia mandado suspender os milionários pagamentos à Alvarez & Marsal até que se esclarecesse o papel de Moro na empresa, uma vez que ele foi diretamente responsável pelo que a levou à insolvência e, depois, como um urubu, teria ido alimentar-se da carcaça.

E o comunicação de que ele agora é simples “consultor free-lance“, ao contrário do que foi amplamente divulgado, pode caracterizar uma burla à Justiça.

Isso vai render, porque há evidências suficientes para que a Justiça peça os registros contratuais de Moro e confira se não houve ali uma “mudança” providencial de funções.

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