Geosmina não é novidade e vai ar lucro aos ‘espertos’

A presença da tal geosmina na água a ser tratada para fornecimento público não é nenhuma novidade.

Em São Paulo, desde os anos 80 é um dado que preocupa.

A cidade teve dois episódios de aparecimento de odor na água de abastecimento em 2004 e em 2008, atingindo milhões de pessoas.

Não é diferente no Rio e o corpo técnico da Cedae tem capacidade de sobra para saber que a água carregada de matéria orgânica e o calor levam à proliferação explosiva de algas e das cianobactérias – erroneamente chamadas de “algas azuis” em rios e lagos de armazenamento de água.

É portanto, um problema da água bruta captada e do tratamento que recebe, não das redes de distribuição.

E o que o esperto governador Wilson Witzel faz diante da situação de alarme da população, que corre a comprar água mineral a preços absurdos?

Anuncia a privatização das redes de distribuição de água , que não têm nada a ver com o peixe (podre) da geosmina.

A Cedae (antes Cedag, nos tempos do Estado da Guanabara) sempre teve um padrão técnico de alta qualidade. E também de gestão: foi eleita duas vezes pela revista Exame como a melhor empresa de infraestrutura, nas ações referentes a 2017 e 2018.

Mas, em 15 dias, tudo isso é esquecido, jogado fora e abre-se espaço para que a população não reaja à venda de seu direito de ter água fornecida pelo poder público.

Enquanto o investimento pesado, em captação e tratamento, fica nas costas do Estado.

Quem disse que geosmina não faz mal?

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