Governo treme e Bolsonaro diz que não cortará na Educação

Do BR-18, do Estadão:

Um dos líderes presentes na reunião há pouco com Jair Bolsonaro, do Podemos, José Nelto, avisou no plenário da Câmara nesta noite de terça, 14, que o presidente da República recuou no contingenciamento nas universidades federais. “Bolsonaro nos prometeu que não haverá mais corte, nem contingenciamento”, disse. “Caso chegue no final do ano sem verba, faremos uma suplementação”, afirmou.

Claro que é uma tentativa de desmobilizar as manifestações previstas para amanhã. Mas, a esta altura, tardia.

Quem pode acreditar, quando o ministro da Economia, diz que o Brasil está à beira de um “abismo fiscal”?

É um erro político ceder ao ser pressionado, porque o protesto vira festa.

E festa atrai mais gente que protesto.

Bolsonaro, que é metido a cowboy , deveria saber que piscar, em duelos, é fatal.

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9 respostas

  1. Piscou o olho que nunca vê . Quem tem tem medo .Não se brinca com o poder do povo , mesmo o distraído e crédulo povo brasileiro .

  2. O Bozo é useiro e vezeiro em falar pela boca de subordinados e depois desmentir. Simplesmente não se pode acreditar nele e/ou seus recados.

  3. Se o Bolsonaro ainda fosse aquele velho Bolsonaro, ele iria para cima com tudo. Pelo perfil que ele sempre cultivou, tais desafios seriam excitantes, e não broxantes. E pela ortodoxia olavista, ele não deixaria de cortar, mas sim, aumentaria o corte, talvez para 35%. Mas o Bolsonaro já não é aquele. Perambula entre um e outro programa de auditório de emissoras de TV de segunda classe, tentando recompor um apoio popular que se esvai com a mesma facilidade com que lhe chegou. Cedo as igrejas vão perceber que, ao continuarem com ele, estarão pondo em risco prestígio e credibilidade, sem obterem nada em troca. Diante da manifestação do Ensino, ele estará contando certamente com a total colaboração da mídia empresarial, que a seu ver deverá estar com ele, escondendo, minimizando e maquiando os acontecimentos, já que se trata de uma luta contra o inimigo comum, o povo brasileiro, sua cultura e seus interesses. Esta fidelidade, entretanto, lhe vai faltar em muitos casos, contribuindo ainda mais para uma derrocada que parece inexorável. Bolsonaro pensava que, ao chegar ao poder, iria jogar em condições de nenhuma democracia. Em tal situação, ele seria um craque. Mas esta situação que o país atravessa, de semi-democracia, na qual ele tem de obedecer a congressos e justiças, dificulta que ele empregue todo o seu talento autoritário de máxima destruição e entreguismo. Ele e seu projeto inteiro está em franco declínio. A Petrobras está caladinha, porque lá também a situação poderá virar, já que a fortaleza inexpugnável do neoliberalismo selvagem está com as muralhas a desabarem. O jogo está muito avançado para permitir uma reviravolta, a não ser que o Olavo tenha algum lance inusitado que até agora passou despercebido.

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