Guedes arregla e diz que fará tudo que o Mito mandar. Tem três dias

Vem aí o que antigamente se chamava “ideia de jerico”.

Bolsonaro, diz o Estadão, deu até sexta-feira para Plo Guedes entregar um novo plano para o “Bolsa Bolso”.

Impedido de usar os R$ 20 bilhões do abono do PIS para financiar o “Renda Brasil”, Guedes não fez a única coisa que poderia fazer: pegar o boné e ir embora.

Disse, a Cristiana Lobo, do G1, dócil, que “é isso mesmo” e que o presidente, que é político, “tem de fazer o papel de bom”, enquanto ele, ministro da Economia, “tem de fazer o papel de mau”.

Se a gestão dos recursos do país e de sua economia fosse um teatro, até poderia ser.

Mas um governo e seu ministro da Economia precisam de algo menos cênico: precisam de credibilidade.

E ambos a perderam, se um dia a tiveram.

Um ministro da Economia não é um tesoureiro, que apenas arrecada e paga, ele é – ou deveria ser – um formulador de políticas econômicas consistentes e previsíveis, capazes de estimular investimentos, locais e externos.

A necessidade de uma “porta de saída” para um auxílio emergencial que vai muito além do que o mais delirante expansionista econômico poderia imaginar era algo previsível desde o início, mesmo antes de pagar-se a primeira parcela daajuda aos desvalidos.

E só um insano completo poderia acreditar que “a economia estava decolando” – até “voando”, chegaram a dizer, além de criarem categorias inéditas como o “PIB privado” – que em dois ou três meses a economia estaria “bombando” e absorvendo a multidão que ficou sem trabalho.

Não há espaço no Orçamento sequer para manter as despesas num nível pré-pandemia – se isso fosse possível, porque elas aumentaram sem conserto – porque a arrecadação retraiu-se e assim vai continuar por um longo tempo, embora em queda menor.

Não se arranja uma “bolada” de pelo menos R$ 50 bilhões assim, como quem estala os dedos, sem mexer com interesses pesados.

CAda vez está mais claro que do “Big Bang” não será “Big”, mas pode ser um “Bang” em Guedes.

 

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