Guedes diz que, sem Previdência, virá o “tetão” de Saúde e Educação

O jogo começa a vir à mesa.

Na sua posse, além da hilária afirmação de um ex-banqueiro de que o Brasil precisa combater o rentismo e apoiar o empreendedorismo, Paulo Guedes lançou um desafio ao Congresso.

Ou aprova a reforma da Previdência ou haverá a desvinculação constitucional das verbas obrigatoriamente destinadas às áreas de Saúde e Educação.

Apesar das declarações “antirentistas”, os juros ficam incólumes, mas o velhinho sem aposentadoria, as crianças sem merenda e os doentes sem médico…

Além do mais, falsa conta, porque  governo que não tiver 308 votos para emplacar uma reforma da Previdência não os terá para emplacar o fim dos gastos, já insuficientes, com escolas, postos de saúde e hospitais.

É a receita já usada por Michel Temer, ameaçando com  a bancarrota do Estado, caso não passe a reforma.

Só que, no caso dele, em negociações regada a cargos e nomeações, o que parece improvável no quado atual.

A maioria (já nem tão grande) dos deputados “não-hidrófobos” vai querer esperar o desempenho do novo governo antes de atirar-se de cabeça em decisões impopulares.

Mesmo com muito boa-vontade da presidência da Câmara, reformas constitucionais tomam tempo de tramitação.

Não há hipótese de “levar no grito”.

Guedes, não se sabe se querendo ou não, levou uma “saia justa” ao recém-cooptado Rodrigo Maia.

Esta coisa de “ou dá ou desce” termina, não muito raramente, em “desce”.

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13 respostas

    1. Filho DO PATO, isso sim! Vamos dar crédito a quem merece.
      Deixa as putas fora dessa, que elas têm mil vezes mais honra do que esses pela-gato do pseudogoverno recém-empossado.

    1. VAMOS COMBINAR QUE A MEDIOCRIDADE ESTÁ EM ALTA
      PARECE QUE QUANTO MAIS MEDIOCRE, MAIS PODER TEM

  1. Eu não subestimo mais nada dessa turma do golpe. Pra mim estamos revivendo a ditadura militar, com uma certa maquiagem tosca de democracia. O que os militares fizeram com STF podem fazer com o congresso. Desculpem mas acho que dificilmente o Brasil escapa de uma tragédia, cujas proporções são difíceis de calcular.

    1. Lamento por concordar com você. Os caras tomaram o osso e vão roê-lo até acabar. Pena de todos. Pena mais ainda dos lúcidos que previram tudo o que aconteceria.

    2. Pois é, muita gente que demoniza o Estado e tudo que é público, vai sentir na pele o que é o “Estado Mínimo”.Em 2 de julho do ano passado (segundo a CNN),uma mulher caiu e ficou presa entre a plataforma e um vagão de trem na cidade de Boston (EUA).A polícia informou que a mulher caiu em um espaço de poucos centímetros quando estava saindo do trem em um horário de pico.Chamou a atenção das pessoas que tentavam ajudá-la (ela havia quebrado a perna e estava sentindo muita dor), o fato de a vítima recusar socorro médico, apesar de todo o sofrimento. “Ela implorava: ‘Não chamem uma ambulância. Vocês sabem quanto custa uma ambulância? Meu seguro [médico] é terrível’”, Médicos socorristas chegaram ao local cerca de dez minutos depois e levaram a mulher, que finalmente concordou em acompanhá-los.numa cadeira de rodas. Segundo levantamento do The New York Times, em 2012 o custo mediano de ambulância por viagem de paciente nos EUA estava entre US$ 224 (R$ 873,00) e US$ 2.204 (R$ 8.500).No Brasil, o serviço é oferecido de maneira gratuita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), criado em 2004.

  2. As pitadas de psicopatia do Ministro metidinho, com sua voz macia, virou de fato versinho barato. A nova turma é serial killer de dar inveja a holoide.

  3. Muito provavelmente, os votos necessário virão através de chantagem. Com tudo grampeado, sigilos bancário, telefônico e da receita federal acumulados pelo superministério do ex-juizeco, pinçar no congresso 308 canalhas com rabo preso e ameaçá-los com prisão será café pequeno pra quem já fez serviços bem mais sujos em curitiba. E com inocentes.

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