Guedes sugere que ‘fim’ da CPMF foi ‘treta’ para acalmar ânimos

Paulo Guedes está completamente perdido na gestão da economia do país.

Hoje, em entrevista, na falta de qualquer projeto para apresentar, voltou a falar num imposto sobre transações monetárias, nos mesmos moldes da CPMF que, por ordem de Bolsonaro, estaria “morta”.

Sugeriu que isso – e a demissão do Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foram apenas para “acalmar” o ambiente de rejeição ao imposto:

Antes que dê algum mal entendido, porque não é a CPMF, você tira logo o Cintra pra dizer que acabou logo esse assunto. Para todo mundo entender que não é CPMF. Todo mundo entendeu que não é? Agora vamos conversar com calma? Vamos”, disse Guedes em entrevista à rádio Jovem Pan.

Depois, perguntado se a ideia do imposto estava definitivamente abandonada, saiu pela tangente: “É aquele negócio. O último que falou nisso foi demitido, então não vou falar nisso”.

Em condições normais seria impossível acreditar que a estrutura tributária de uma das maiores economias do mundo estivesse ao sabor de “pegadinhas”. Mas o Brasil não é um país normal, hoje.

O país tem nada menos que três “reformas” tributárias em curso: uma no Senado, outra na Câmara e uma, ainda completamente misteriosa, no Executivo.

Na prática, o que vai acontecer é que o Governo terá de sair correndo atrás das propostas do Legislativo que, é obvio, vão fatiar receitas com vantagem para Estados e municípios.

E a União, para se safar, terá de inventar algo, nem que seja a ressurreição da “morta” CPMF.

 

 

 

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11 respostas

  1. Guedes sonha dia e noite com as vendas. E para ele deve ser um pé no saco ter de pensar um pouco no desandamento cotidiano da economia.

    1. Que tática “jenial” tentar aprovar com outro nome, falando baixinho, pra ninguém ouvir, e subestimando a inteligência do povo. Era melhor defender publicamente a necessidade de o Estado arrecadar para investir. Mas como que fará essa defesa se eles mesmos são a favor do Estado Mínimo?!
      Já com a Reforma da Previdência, gasta uma fortuna com emendas e propaganda para tentar dizer que o veneno é um remédio docinho.

  2. A saída dele da Receita segundo amigo que lá trabalha se deve a insistência de tributar igrejas e templos.

  3. Funcionário do capital estrangeiro que nunca se satisfaz, entreguista e, claro, GOLPISTA.

  4. Esses picaretas nunca estiveram achados. Sempre perdidos. Não tem projeto para o Brasil. São administradores de bingo, milicias assassinas, traficantes…

  5. “Ok, vamos expandir então os gastos [públicos].
    Vamos criar emprego com a nova matriz econômica. Isso é absolutamente ridículo.
    O Brasil NÃO vai nesse caminho”, ainda disse o ministro Guedes nessa
    entrevista.

  6. Flávio Dino foi maravilhosamente bem no Roda Viva, mas aconteceu uma coisa chata. Dois integrantes da banca inquisitorial do Roda Viva o retrucaram no momento em que ele falava dos excelentes governos da esquerda, e jogaram no ar a mentira de que a Dilma tinha entregado o governo em 2015 com treze milhões de desempregados. E o Flávio Dino, embora tenha adiantado que a Dilma não pôde governar em 2015, infelizmente deixou esta potoca cabeluda passar, o que ainda segue alimentando o discurso infame de que o PT arrasou o país.
    A Pnad Contínua indica que 2015 fechou o ano com 8,6 milhões de desempregados, enquanto o jornal O Globo fala em dez milhões de
    desempregados ao fim do ano. O representante do Pnad ressaltou que não houve aumento de desocupados, mas sim de gente que passou a procurar trabalho. http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-12/brasil-fecha-2015-com-aumento-no-desemprego
    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/numero-de-desempregados-cresce-38-em-2015-maior-alta-da-historia.html

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