Guerra na Síria. Isis está prestes a perder a última cidadela

cerco

Praticamente ignorada pela imprensa mundial, a Al Jazeera noticiou ontem a iminência do avanço do exército sírio sobre Deir EzZor, a cidade mais importante do lado Leste do país, onde o  Exército Islâmico (Isis ou Isil) tem sua maior concentração de combatentes.

Deir EzZor é o mais longo cerco da história militar moderna. A cidade está cercada pelos soldados do Isis desde julho de 2014, mais de três anos, oito meses a mais do que o cerco de Stalingrado, na 2ª Guerra, que virou símbolo de resistência ao nazismo.

São 120 mil pessoas vivendo, desde então,praticamente sem água, alimentos e outros suprimentos, sem energia elétrica, apenas com o que é lançado por ar, pelos aviões sírios, russos e da ONU (veja aqui o lançamento de víveres).

Segundo o Observatório Sírio dos Díreitos Humanos, sediado em Londres, as tropas sírias estão a 19 km da entrada da cidade, bem mais próximo que o último mapa que se pode obter, que vai ao final do post.

Os dramas humanitários – que são dramas humanitários seja qual for o “lado” político – parecem não ser importantes quando o “lado” não é o que interessa.

Mas é notícia, não apenas pelas vidas que envolvem como porque é, na prática, o marco do final do que já foi o quase completo domínio da Síria pelo Exército Islâmíco, que já havia perdido a sua “capital”, Mossul, no Iraque.

mapa1

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

15 respostas

  1. Não esquecendo que o Daesh/ ISIS também foi expulso do Líbano pelo Hizbullah. Perde Israel, perdem os estrategistas do Pentágono ( instalar o caos e depois se apossar dos alvos geopolíticos ) !

    1. O grande problema para o Hezbollah, bem como para o governo Libanês ali, é a liberação da região das Colinas de Golã e seu entorno estratégico, por causa única e simplesmente, de Israel !

      Netanyahu já deixou claro que não aceitará tropas libanesas ou do Hezbollah ali, e por vezes já bombardeou posições dos mesmos. O que deu vantagens militares para o Estado Islâmico continuar operando e se ressuprindo para novos enfrentamentos.

      Não é à toa que mandaram uma Comissão à Rússia, para pedir um alucinado apoio político contra o Irã, por estar enviando milícias xiitas no auxilio à tropas Sírias em porções do território mais ao Leste. Que nada mais é, o que a Rússia mais quer: Livrar a Síria dos jihadistas restantes e manter um governo alinhado à sua política externa, na Síria.

  2. O Daesh encarna a força política mais retrógrada da idade moderna. São os caminhantes brancos do mundo real

    1. Não. Em uma analogia com o mundo de GOTH, a CIA seria os Caminhantes Brancos, enquanto o Daesh seria o Exécito de Mortos. Em GOTH, os Caminhantes Brancos, criam exércitos, a partir dos mortos. No mundo real, a CIA usa mercenários para o trabalho sujo.

  3. Bostras, vostras ignorância é imbatível, portanto ignorável e mais não deve ser perdido contigo.

  4. Vostras (ou bostas) sempre perdido em seus comentários imbecis. Mistura alhos com bugalhos e se acha “informado”. Pobre coxa.

  5. Sem perceber, você descobriu, um dos motivos, para os EUA derrubarem o Governo Dilma.(Brasil com politica internacional independente)

  6. Fernando, mais uma vez colocando no ar o que a mídia “isenta” não mostra !!! Ressaltando que a Síria só reverteu a tendência após a entrada maciça das forças da Federação Russa, que quebraram totalmente a estratégia do Pentagono e da OTAN para a região.

    Não sem motivos o querido Império do Mal começou a perseguir diplomatas russos dentro de seu território e espaços aliados, mas para os brasileiros ditos informados, basta o que passa na globonews.

  7. Enfim uma boa notícia.se não fosse a entrada da Rússia e China nas decisões os EUA teriam destroçado a siria como fizeramcom a libia e outros países.

  8. Brito, tenho acompanhado essa batalha pelo site Russia Today (RT) em espanhol. Eles vêm dando todos os detalhes.
    Só uma pequena correção: o grande cerco antes desse de Deir Er Zor foi em Leningrado, durante a segunda grande guerra, que durou 900 dias e não em Stalingrado, onde ocorreu a maior derrota da Alemanha nazista, após quase cinco meses de combate.
    Waldir

  9. Enquanto isso o Irã está bem quieto produzindo um enorme arsenal nuclear enquanto a coréia do norte faz espetáculo. Tá difícil pro Trump arrumar uma guerra. Na coréia do norte, a coréia do sul é vaporizada. No Irã, ele perde no convencional e periga tomar uma bomba nuclear. Na Síria, perdeu o bonde, os Russos tomaram conta. Quando isso terminar, a inflluência da Arábia Saudita vai reduzir-se, e muito. Quanto tempo até os iraquianos mandarem os EUA as favas? uma saída para os EUA seria apoiar a criação do curdistão, mas dai eles teriam que enfrentar a turquia, que controla todo o comércio maritmo da região. Só sobrou mesmo a venezuela pro Trump invadir…

  10. Alias é de se comentar aqui: a redução do poder sunita no Iraque chegou a um ponto em que não seria impossível imaginar uma aliança irã-iraque em um futuro próximo

    1. Que é o que tem gerado uma onda quase sem fim (apesar do ISIS ter perdido controle sobre as principais regiões urbanas do da Síria e sobre Mossul, no Iraque), de novos militantes para o Daesh, além dos jihadistas exportados pela região do Cáucaso e da Ásia Central.

      Essa reorientação de forças políticas no Iraque, concentrando boa parte das decisões nas mãos dos Xiitas (que, realmente, não tiveram qualquer protagonismo durante a Era de Saddam) ainda vai salgar mais a já instável situação civil do país.

      Pois, se tem uma coisa que o ex-ditador soube fazer, à exceção dos curdos contra quem tinha um ódio étnico, era manter uma relação aparentemente estável entre as duas grandes correntes islâmicas do país.
      E isso pode ser desfeito com grande facilidade, se o atual governo iraquiano continuar a relegar a segundo plano, formas de participação política aos sunitas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.