Guru de Marina defende aumento da carne e do leite: chamem o Caiado de volta!

Enquanto Eduardo Campos e Marina Silva discutem transversalidades e disrupturas para fazer o “programa”do estranho casal a candidatura posta ou deposta do pernambucano, o colunista Paulo Moreira Leite, da Isto é, descobriu que Eduardo Giannetti, seu principal assessor econômico – ao ponto de falar por ela na Folha de S. Paulo, semana passada – defende o aumento do preço do leite e  da carne, porque têm alto custo ambiental.

Quando li a matéria no Conversa Afiada, que reproduziu o artigo de Moreira Leite na Istoé, juro que não acreditei, que ambos me perdoem. Escreve Moreira Leite:

“Apontado como o mais influente conselheiro econômico de Marina Silva, autorizado inclusive a dar entrevistas nessa condição, Eduardo Gianetti da Fonseca elaborou uma formula muito peculiar para executar o programa de desenvolvimento com sustentabilidade, talvez a meta mais associada a líder da Rede. Lembrando que o gado brasileiro responde por emissão de gases que geram grande quantidade de C02, Gianetti afirma que, para evitar novos desastres ambientais, preocupação central de Marina Silva, “o preço da carne vai ter de ser muito caro, o leite terá de ficar mais caro.” 

Tentei achar o texto do livro na internet, para chegar. Nada.

gianMas achei uma matéria da Época Negócios, de dezembro de 2009, onde o indigitado marinista afirma literalmente isso, para compensar as emissões de gases do efeito estufa pelo rebanho – diríamos pela via da “vaca “Vitória”- e também em relação às viagens de avião, pelo lançamento de CO2 na atmosfera.

Transcrevo:

“Do mesmo modo, a emissão de gases pelo rebanho mundial de bovinos, suínos e aves supera a da frota de automóveis de todo o planeta – mas seu custo ambiental não é levado em conta na formação de preços dos alimentos à base de proteína animal. Para Gianetti, isso vai ter de ser corrigido. Consequentemente, carne e leite ficarão mais caros.”

Pobre brasileiro: mal começou a poder comer carne e a comprar passagem de avião no crediário, já querem acabar com a sua festa.

Em compensação, defendendo o aumento da carne e do leite, já podem chamar de volta o ruralista Ronaldo Caiado, que tinha sido tangido para longe com a chegada de Marina. Com um programa de governo destes, Caiado volta e adere à “nova política”!

Bem tem razão o Paulo Moreira Leite quando diz, em seu artigo:

Por trás dessa visão de desenvolvimento e sustentabilidade, encontra-se um ponto de vista externo ao Brasil e aos brasileiros. É uma noção que vem de fora e envolve nosso lugar na história da humanidade. 

É fácil entender qual é: os países pobres, com seus bilhões de habitantes, consumistas insaciáveis (Gianetti chega a falar em “corrida armamentista do consumo”) se tornaram uma ameaça a estabilidade e ao futuro do planeta. Diz Gianetti:

“Criamos no mundo moderno um sistema que é quase uma regra de convivência: você busca situações e posses que deem a você algum tipo de admiração, de respeito, daqueles que estão a seu redor. Contrapartida disso, quando se espalha e se massifica em escala planetária, na China, na Índia, no Brasil, é a destruição irreparável da natureza.”

Você reparou: quando chineses, indianos e brasileiros entram no mercado de consumo, ocorre o apocalipse: “a destruição irreparável da natureza.”

Será mesmo da natureza que o assessor de Marina Silva está falando?”

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