Gustavo Conde: a miséria da imprensa brasileira explica o furo do ‘Intercept’

Do meu bom amigo, ao qual dou muito pouca atenção, Gustavo Conde:

Vou fazer que nem o Lula e dizer: “deixa eu falar uma coisa pra você”.

(Sempre quis fazer isso).

O dado concreto é que o The Intercept é vacinado. Eles conhecem o nosso jornalismo de milícia.

Um lote de vazamentos com Moro e Dallagnol em dança promíscua jamais seria suficiente para mobilizar a atenção da nossa imprensa, quando mais a ‘recepção narrativa’ dessa imprensa.

Mas um conjunto de lotes? Aí a conversa é outra.

Não é à toa que Glenn Greenwald tem um Pulitzer nas costas.

No Brasil, praticar o jornalismo real, investigativo, exige cifras de inteligência e caráter adicionais.

O drible da vaca dado pelo “Interceptador” (que nome para um site!) é da ordem do inconsciente e da ciência econômica (sic): a projeção – de futuro – é mais forte simbólica e retoricamente do que o posto na linha do horizonte.

Em língua de gente: pouco importa o lote vazado na histórica noite de 9 de junho de 2019. O que conta mesmo é o volume gigantesco de conversas que o site diz ter em mãos – e o respectivo conteúdo ‘estarrecedor’.

O que vimos ontem foi só uma prévia.

É o aperitivo desta que anuncia ser a maior fraude judicial-eleitoral de todos os tempos, levando-se em conta não apenas o Brasil, mas o próprio mundo (que não é plano e dá voltas).

No Brasil, produzir jornalismo investigativo exige essa artimanha: é preciso garantir a continuidade e a sequência narrativa, senão o brasileiro não ‘pega’. Nem no tranco.

É o nosso novelismo aplicado, décadas de corrosão cerebral com novelas intermináveis e idênticas umas às outras (com os mesmos atores, diretores, iluminação etc).

Uma pergunta adicional, no entanto, ainda me faz coçar o calcanhar aflitivo das indagações: por que a fonte vazou essa montanha de diálogos criminosos para o The Intercept e não para a imprensa comercial?

Precisa responder?

Precisa.

Porque resta evidente, olimpicamente evidente, que a imprensa comercial denunciaria a fonte e a entregaria às “autoridades”.

Esse é o jornalismo de cativeiro praticado no Brasil.

Tanto mais interessante também é a nossa subserviência à cultura anglo-saxã (no quesito ‘elite-informação’).

O verniz que um veículo com título em inglês dá ao escândalo Moro Leaks é uma sinuca de bico para a nossa classe média tosqueada pela indigência cognitiva de bolsos e de minions.

A própria imprensa vassala caiu nessa armadilha. É bonito estampar o nome “The Intercept” no frontispício das matérias subdesenvolvidas brazucas que querem ser sempre made in USA.

Afinal de contas, isca não é só minhoca, é também um miolo de pão adocicado.

O The Intercept não tem apenas – e é bom que se diga – ambições domésticas com essa matéria.

É uma matéria para ganhar o mundo, para romper fronteiras e abrir um flanco de resistência jornalística nas fraudes eleitorais – seguidas de lawfare – que ainda estão por vir.

O conceito de ‘Wiki Leaks’, “vazamentos rápidos” em tradução livre, depende, paradoxalmente, de uma duração longa – a duração da desova mesma dos vazamentos, a conta gotas e a seleções cirúrgicas e controladas.

Porque assim, dá-se a dimensão de instituição ao jornalismo praticado e impõe-se a ‘fiança do sentido’ (a verossimilhança narrativa).

Contra as notícias rápidas e rarefeitas, só pílulas de tempo denso, recheadas do óbvio ululante. Ou: todos já sabiam de tudo isso, mas era um ‘saber’ ainda ‘marginal’.

Sobre esse já dito e já sabido, é preciso enunciar mais uma cifra de percepção fugidia.

Como era de conhecimento público e notório que Sergio Moro e Deltan Dallagnol sempre foram dois criminosos a serviço da perseguição política, é-nos assaltada a surpresa diante de tal compêndio de vazamentos.

A reação fica entre o deboche e a indignação, o que é um dilema terrível para quem precisa de sinalizações concretas e claras de que a civilização e a justiça ainda existem.

Um desafio a mais sem dúvida (mas quem disse que seria fácil?).

Resta acompanhar e torcer para que o The Intercept siga seu destino de recolocar os pingos nos is neste país.

Mais um Pulitzer para Glenn Greenwald.

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47 respostas

  1. Pois senhor Gustavo,resta saber-se o que é JORNALISMO?Pois posso proclamar que JORNALISMO,nos dias de hoje,com a introdução do computador e da internet,abriu-se uma fenda,no que se denominou JORNALISMO,até nossos dias.O JORNALISMO HISTÓRICO,salvo talvez,raras exceções, é O QUE MANDA O DONO DO QUE CHAMAM DE “VEÍCULO”,já que A VELHA CLASSE DOMINANTE,de vários séculos,se adonou do que se constituiu e constitui GOVERNO,mediante o uso dos veículos de informação,para distorce-la sempre,em seu favor.Com o advento da INTERNET,talvez vivamos os primeiros dias da IMPRENSA “LIVRE”,com a qual sonharam os velhos e passados personagens,que ao descobrirem máquinas que imprimiam o que escreviam e pensavam ,fizerem e fazem chegar,ao POVO EM GERAL,o que a CLASSE DOMINANTE NÃO PERMITIA.Classe essa,na história,sempre composta pelos donos das riquezas,produzidas pelo resto.Quero crer,que se conseguirmos isso,talvez assistamos a redenção dos interesses das maiorias.Quem sabe agora,O SONHO DA IMPRENSA LIVRE.

  2. Realmente alguém acredita que esses patetas das araucárias são os verdadeiros condutores da “operação”?
    A estratégia de judicialização da política e partidarização da justiça, longamente testada, primeiro da Ação Penal 470 e depois na “operação” Lava Jato, foi a única opção a mão que restou aos Cardeais tucanos e seus sócios na Grande Imprensa e no Supremo, para tentar desbancar o Partido dos Trabalhadores de seu domínio nas eleições presidenciais. A ideia era desgastar o PT e uma vez enfraquecido vencê-los numa eleição. O plano original fracassou definitivamente com a eleição de Dilma em 2014, que acabou selando a opção pela aventura do golpista. Como todo Golpe de Estado ele nasce dentro das próprias corporações do Estado sejam corporações políticas, sejam judiciais, policiais e militares e das alianças dessas corporações com outros setores da sociedade (normalmente com os grandes empresários do país e de fora, ou outros Estados Nacionais). Os bancos haviam iniciado a guerra contra o Partido dos Trabalhadores no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff. Começou com a guerra contra as elevadas taxas de juros e os indecentes spreads bancários do Brasil. Dilma e sua nova matriz econômica (basicamente os planos de investimento do PAC, o uso dos bancos públicos para investimento (BNDES) e forçando a competição (BB e Caixa) com o setor privado, as obras das Olimpíadas e da Copa do Mundo e, finalmente, os investimentos no setor de gás e petróleo relacionados ao Pré sal) encontraram talvez a mais implacável oposição do Mercado e de seus sócios e bonecos ventríloquo na Grande Imprensa. Claro, Dilma não conseguiu resistir à pressão e tenho sérias dúvidas se outros também conseguiriam resistir e suportar. Ai falharam todos, mesmo vendo-se cercados por tantos, não digo adversários, mas inimigos, que queriam simplesmente sua eliminação do tabuleiro político, ao invés de se reorganizarem como partido e se prepararem para resistir, suportar e vencer a guerra tratou a situação como se fosse uma disputa normal e democrática (e aqui o erro não é só de Dilma, mas de todo o PT, inclusive de Lula). A passividade com que reagimos com o que aconteceu em 2013 foi um erro crasso. Já havia sinais muito estranhos, movimentações muito estranhas, que não combinavam com uma situação de normalidade. E o esgotamento do modelo de crescimento baseado no consumo e no endividamento das famílias ia reduzindo as taxas de crescimento da economia, o fim do ciclo de alta dos preços das commoditties especialmente dos preços do petróleo. Já havia desde os anos de 2010 indícios da ação do Governo dos Estados Unidos incomodados com o crescimento e principalmente da independência dos países da América Latina, do Brasil especialmente com sua política externa ativa e altiva (como no caso dos acordos com o Irã) e com sua aproximação com China e Rússia no âmbito da formação dos BRICS como entidade de acordos comerciais e financeiros (especialmente no Banco dos Brics). Wikileaks já havia mostrado a ação do Departamento de Justiça americano com membros do judiciário brasileiro e outras autoridades brasileiras do mundo político, empresarial e até cultural. A divulgação dos grampos contra Dilma e a Petrobras foram outras evidências dessas estranhas movimentações. Agora todas essas circunstâncias não seriam possíveis sem um certo clima inquisitorial com o envenenamento da opinião pública através de todo tipo de ação da Grande Imprensa: quando por exemplo se auto intitulou como “o” partido de oposição” aos Governos Petista, ou quando passou a incentivar todo tipo de terrorismo midiático: deve-se destacar o trabalho do agora “arrependido” Reinaldo Azevedo, o primeiro a criar e cevar na Grande Imprensa a milícia de bot e rebots e de liberar o ódio e a perseguição, e que depois mais tarde foi simplesmente generalizado e ampliado, como a Empiricus e O Anta agonista e todos aqueles grupos formados na reta final como o VPR, os RON e o MBL). Como naquelas novelas polícias de Agatha Christie temos muitos suspeitos e muitos possíveis candidatos a assassino da democracia brasileira.

    1. Mas, tem um cara ai que precisa ir pra cadeira imediato para fazer companhia ao Moro , Dallanhol e a raça ruim deles. Este bandido, Covarde se chama Joaquim Caifaz. Aquele da tampa do banheiro que pagou noventa mil ,
      Cadeia nestes vagabundos sujos.

    2. Muito boa a análise! Com um pouco de autocritica qto a falha na política econômica do PT. Só faltou dizer da falha na questão da educação financeira que foi o que realmente descarrilhou a economia e abriu a brecha para o mito de que o PT destruiu o país rs

      1. Obrigado. Só esclarecendo um ponto. Quando falo de economia falo de uma posição e de uma perspetiva bastante privilegiada. Posso dizer que vi ser chocado os ovos da serpente. “Assisti” o Golpe de dentro de um de seus principais veículos ou correias de transmissão, provavelmente os sujeitos mais ocultos e ao mesmo tempo mais ativos do Golpe. E daqui posso te garantir que a propalada “falha na política econômica” é bastante menor do que se imagina, exagera-se inclusive o papel mesmo da política econômica nos resultados efetivos da economia, e minimiza-se muitas outras condições estruturais que determinam o desempenho real da economia. Economia está distantissima de ser uma ciência exata e a política econômica mais ainda. Sei que os especialistas simplesmente “não sabem”. Sobre a educação financeira concordo em teoria, mas não consigo ver na prática como fazê-la. Cito um pequeno e brilhante artigo do filósofo Bertrand Russel alertando para este problema. O texto é dos anos 30 do século passado e posso te garantir que, apesar da revolução na informação, a cidadania continua tão expostas a irracionalidade dos “especialistas” na matéria quanto a um século atrás.

  3. Não assisti a nenhum capítulo, mas me pergunto, o que o Padilha fará na próxima temporada de “O Mecanismo”?

  4. Ainda bem que foi assim , se não me falha a memória uns dois anos atrás um ” jornalista investigativo ” recebeu um listas de correntistas do HSBC com contas irregulares com desvios para o exterior em conluio com o banco . Recebeu ele de uma organização internacional de jornalistas que fez o trabalho no Reino Unido . A lista diziam conter apeoximadamente seis mil brasileiros envolvidos . A lista e o jornalista sumiram ou foi só lista , ele deve está circulando por aí de bolso cheio .

    1. Ele esperava por algo novo pra detonar a LJ ( que já estava chegando a incomodar o próprio PSDB e aliados, mesmo eles mandando na LJ como foi comprovado com o envolvimento da senadora do PSDB mandando Moro abrir investigação e ele ABRIU! )

  5. Acho que o Roberto Carlos do BRICS assumiram de vez a importância do Brasil neste imenso tabuleiro mundial e estão se movimentando. Né não?

    1. Bela dica!
      Tens razão, a demora na liberação dos áudios sugere ação de Estado…

  6. ‘Porque resta evidente, olimpicamente evidente, que a imprensa comercial denunciaria a fonte e a entregaria às “autoridades”.’

    Não foi assim que enterraram o Protógenes e livraram a cara de Daniel Dantas?

  7. Colocou os jornalécos Falha de São Paulo, Vendidão de São Paulo e O Golpe do Rio, no bolso. Nem cachorro vai mais querer fazer xixí sobre as folhas desses tablóides.

  8. Teoria da conspiração:
    1 – Foi alguém do MPF que ficou de fora do “bolo” compliance e entregou a rapadura;
    2 – Algum militar nacionalista do serviço de informações.

    Aliás, quando será que saem as reportagens sobre o Procurador do bigodinho e o Janot. Eles devem ter perdido o sono da aposentadoria.

    1. Eu também penso que foi a hipótese 1. O Intercept declarou que existem vídeos e documentos (escritos?). Como é possível um hacker ter acesso a este material?

  9. Clara explanação. Desde o livro “Um lugar “Sem Lugar Para Se Esconder” e o documentário “Citizen 4”, narrando a trajetória de Edward Snowden, podia-se perceber a qualidade superior do jornalismo investigativo de Greenwald. Considero um privilégio te-lo como investigador da maior farsa eleitoral da história do Brasil. Mas ao mesmo tempo, temo pela sua vida.

  10. Se nosso jornalismo fosse investigativo o Queiroz já teria sido encontrado. E toda a gang de laranjas dos bolsonaros também.

  11. Uma coisa é certa. O nome de um ex presidente tucano, que morre de inveja do ex presidente Lula, aparecerá em destaque em vazamentos futuros, como um articulador que agiu na surdina, sob os holofotes. Alguém duvida ?

      1. Globo também está com o dela na seringa,por isso acentuando sua(sob seu ponto de vista)ilegalidade.Esqueceu rápido sua própria ilegalidade ao divulgar gravações ilegais da então Presidente.Sua cumplicidade com o golpe deixará de ser apenas “convicções”.

  12. Só um reparo: recomendo que usemos congeleaks. O conge merece, assim como merece seu profetinha de estimação, daninhol.

  13. Depois de sucessivos atropelamentos (Lava Jato, Golpe na Dilma, Eleição de Bolsonaro) parecia q nunca mais iríamos ter um gostinho menos amargo na boca. Mas eis q o dia chegou! No país da trairagem, do dedodurismo, onde todo mundo delata todo mundo, será q nunca alguém iria captar a turma da Lava Jato em ação, praticando seus desmandos?! Pô, será q nunca iria haver sequer um áudiozinho q pudesses ser vazado por alguém?! Talvez nada q nos interesse realmente venha a mudar mas pelo menos Moro como referência de moralidade foi-se! Pelo menos dele acho q ganhamos! Os grupos tradicionais de mídia, faz tempo, vem tentando enquadrar, sem sucesso, esses veículos q vieram de fora tipo BBC Brasil, El País Brasil, the Intercept etc Alguns como o El País são conservadores na sua origem, a ponto de terem uma Foxnews de comentaristas, com figuras como Mario Vargas Llosa, aquele q disse no jornal espanhol q os programas sociais de Lula eram uma enorme fraude sustentados por números mentirosos do IBGE… Mas ao vir para o Brasil o El País q até favorecido por concorrência pública já foi em SP, teve q procurar um caminho arejado q lembra seus primeiros anos de vida, pois o espaço foxnews já estava todo tomado pelos meios locais. Para existir só se fizesse diferente. E Greenwald. para nossa sorte, tem interesse pessoal direto no Brasil pois aqui são criados seus filhos!

  14. O artigo de Gustavo Conde traz à discussão um dos elementos preponderantes do golpe de 2016, os meios de comunicação de massa hegemônicos do País. Se o motor do golpe foram os atores jurídicos, o combustível foi o dinheiro grosso do mercado financeiro e o instrumento, o mercado de noticias que temos por aqui. Enquanto for permitida a manutenção do motor e disponibilidade do instrumento, combustível não haverá de faltar e outros golpes virão, como já aconteceu outrora. Por isto, não basta centrar fogo no rábula de Maringá (desculpe, Sr. Brito, desta vez discordo de sua leitura dos eventos). Ele já é cadáver político, certamente Greenwald tem material para “queimá-lo” por três gerações ou mais, e o pastor-procurador realmente não vale nem o esforço. Todos os tiros devem ser dirigidos à estrutura espúria em que se amparam, motor que é do processo em curso, o alvo do questionamento deve ser a Lava-Jato como um todo. Senão, corremos o risco de assistir ao triste espetáculo da defenestração de um serviçal agora inútil e sua substituição por outro com mais gabarito. Sob os aplausos do venal instrumento, que cuidará de retificar o motor para que o combustível não pare de jorrar para todos os envolvidos.

  15. Será que tem conversas do padrinho de casamento do Moro, o Zuccolotto? Com o compadrio do TRF4?????????????

  16. Isto é que dá ter um STFinho acoelhado. De merda. Agora tentam correr atrás do prejuízo. Um Supreminho de merda que usa um vestido curto, tampa em cima e destampa a bunda. Supreminho de merda.

  17. Quero ver o $TF se pronunciar , afinal muitos de seus ministros são cúmplices nessa maracutaia , deixaram o mostro crescer e o alimentaram , foi realmente com supremo e tudo , não é só Moro e Dallangnol os bandidos Facchim < Barroso , Fux , Carmem Lúcia , Rosa Weber , sem falar nos cupinchas do TRF 4 , e o tal Thompson Flores além de delegados e outros e outras juízes , cadeia para todos é pouco.

  18. Se fosse o CONJE com esse monte de provas contra inimigos, ele com certeza colocaria algumas delações mentirosas, montariam um power point e inventariam qualquer história para prender pessoas que desejassem prender …

  19. O velho ditado “tarda mas não falha”, “o mundo gira” e “um dia “pagamos os nossos pecados”…

  20. Me pergunto é sobre o conteúdo e os INTERLOCUTORES nesses arquivos durante o período do início de julho do ano passado quando do episódio onde um Desembargador de plantão do TRF4, Rogério Favreto, deu um Habeas Corpus ao Presidente Lula e Sérgio Moro NO EXTERIOR teve que coordenar um contra-ataque jurídico com o TRF 4 e o STF para evitar a soltura de Luís Inácio LULA da Silva…

    ESTE PERÍODO SIM é o que eu gostaria que vazassem no “próximo lote” do Intercept…

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