Há Justiça Eleitoral no Brasil?

Sabe aquelas notinhas que você lê de quando em vez sobre um pré-candidato que colocou um outdoor desejando “Feliz Dia das Mães” e foi multado pela Justiça Eleitoral?

Esqueça.

O presidente da República, num evento do governo pago pelo governo federal, que custou um caro voo do avião presidencial para Belém, escancarou sem o menor pudor.

Além de estimular coros contra Lula e o governador Hélder Barbalho, Bolsonaro atirou-se numa campanha eleitoral aberta, mostrando camisetas “Bolsonaro 2022” e “é melhor jair se acostumando”.

Não é preciso dizer que campanha eleitoral aberta e, muito mais ainda, com o uso de estruturas e dinheiro público são ilegais.

As duas são consideradas crimes eleitorais, puníveis com multas.

E é obrigação do Ministério Público junto ao TSE, cuja titularidade é do Sr. Augusto Aras, representar para que se discriminem os abusos e se aplique a sanção pecuniária.

Aras tem de ser cobrado com dureza, porque isso é só uma avant-première do que vem por aí.

Já basta a presença de militares da ativa nos palanques eleitorais. Daqui a pouco vamos ter carreatas eleitorais puxadas pelo Rolls Royce presidencial.

É preciso pressionar a PGR, mesmo que se possa ter poucas esperanças de que ela cumpra seu papel.

Se não, logo estaremos com o nosso Odorico Paragassu às avessas logo transforme o Brasil numa imensa Sucupira.

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