Indulto já começa a desgastar Moro

Com a natural demora de véspera de Natal, começam a surgir as reações ao decreto de indulto da dupla Bolsonaro-Moro.

Um subprocurador-geral da República, em O Globo, chama o texto de “ornitorrinco jurídico” numa alusão ao bichinho australiano que é mamífero, mas tem bico e bota ovo, como as aves.

Natural, o texto mistura indulto – que é genérico – com graça, hoje em desuso, que é perdão adstrito a um grupo de indivíduos.

Mas isso não é o pior, o pior é o exercício arbitrário da faculdade de indultar presos fora dos limites discricionários que sempre marcaram esta prerrogativa presidencial: o do tipo penal e da duração/cumprimento da pena.

Tecnicamente, não existe a distinção que Sérgio Moro quis fazer em suas declarações, dizendo que os indultos, antes, eram “salva-bandidos” e “salva-corruptos“.

Se quiser ir por aí, vai ter que aceitar que se chame a sua obra, indultando condenados por homicídio, de “salva-assassinos”.

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6 respostas

  1. Ele já foi por esse caminho. Esse indulto é o próprio “salva assassinos”. Como é capacho do bozo teve que concordar com tamanha estupidez, o que faz dele um estúpido também. Pelo menos essa é a “minha convicção”, já que é moda no juridiquês brasileiro.

    1. Não falou pq teve que concordar não! Falou pq ele é isso mesmo! Nós temos uma mania de achar que Moro é “melhor” ou “menos pior” que Bolsonaro. Um cara que chama alguém de nove dedos e não pede desculpas a uma pessoa por ter causado danos irreparáveis a um inocente, como fez com a cunhada de Vaccari, expondo-a a Globo, tem problemas graves de caráter.

  2. Sérgio Moro perdeu a oportunidade de ser uma pessoa famosa por combater criminosos para se associar a eles em interesse próprio. Os alucinados bolsonarista ainda o veneram, mas veneram Flávio das rachadinha, veneram o Carlos da Mariele, desculpam o Onix caixa2, os laranjas, então estão no mesmo barco.

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