Inflação seguirá alta em 22, diz o mercado

Um mês e meio até o final do ano, já não é possível falar que as estimativas de inflação e PIB enviadas pelas instituições financeiras ao Banco Central e publicadas no Boletim Focus sejam “previsões”. São apenas “ajustes no que sabem ser inevitável para este infernal ano de 2021.

Portanto, o número de 10,12% de IPCA anual e os 4,8% de crescimento do PIB são apenas um “acerto” para ir levando ao que já se sabe que teremos: uma inflação acima de 10 pontos e um crescimento econômico nulo ou negativo nos dois últimos trimestres do ano, estendendo a alta de preços e a estagnação (ou retração, até) da economia para o ano eleitoral de 22.

Para os mais jovens, recordo a expressão “inflação gregoriana”, aquela que se exprime em janeiro (ou logo depois) relativa a reajustes de “virada de ano” em consumo feito via contratos (como, por exemplo, educação) ou vinculadas ao salário mínimo, que deve sofrer reajuste na faixa de 11%, se for respeitada a correção via INPC (um pouco acima do IPCA).

Só o que pode ser tratado, ainda, como “estimativa”, são os números de 22, que apenas perderam o cenário de otimismo a partir de setembro, com a aceleração da inflação e, em seguida, com a desaceleração das perspectivas de crescimento da economia.

Registram, portanto, um resquício do otimismo perdido e só por isso ainda são, em relação ao que os mais realistas esperam, mais positivos do que aquilo que será a realidade: inflação alta e estagnação ou retração econômica.

Se não ficar ainda pior.

Este será o Brasil da eleição, com PEC do Teto, com auxílio Brasil e tudo o mais que Paulo Guedes poderá sacar do seu caldeirão de feitiçarias econômicas.

 

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