Laboratório indiano diz que Precisa fraudou documentos

Os jornais noticiam que a farmacêutica Bharat Biotech rompeu o contrato de representação com a Precisa Medicamentos, envolvida até a medula nas irregularidades na compra da vacina Covaxin.

Era mesmo esperado que a empresa, a esta altura, quisesse pular fora da canoa furada em que foi posta no Brasil com um grupo de aventureiros que não só tramava com o Ministério da Saúde como, também, a metia num calote monumental com clínicas particulares, que pagaram adiantado para obter o imunizante e ficaram a ver navios.

Mas a indústria indiana acrescentou ao leque de investigação a CPI um fato explosivo: duas cartas falsas – uma declaração de conformidade legal e uma procuração para que a Precisa negociasse preços e condições de venda e entrega das vacinas – que foram entregues pela empresa ao Ministério da Saúde.

São, claro, crimes de falsidade documental.

Ou, não se pode descartar, um “tirar o corpo fora” de uma negociação que sabia ser fraudulenta.

Vamos logo saber se o Ministério da Saúde vai escolher a posição de cúmplice ou de vítima da maracutaia.

E se Francisco Maximiano e Emanuela Medrades vão querer ficar com todas as culpas de serem estelionatários, corruptores e falsários.

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