Leão rachadinho

Graças ao repórter Rainier Bragon, da Folha de S. Paulo, que a Receita Federal mobilizou, durante quatro meses, dois auditores-fiscais e três analistas tributários para fuçar os “arquivos de log” dos computadores do fisco para descobrir que servidores teriam acessado os dados fiscais de Flávio Bolsonaro e “repassado” ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para a investigação das rachadinhas.

O Coaf, porém, só trabalha com dados de movimentações bancárias, seja pelo volume de dinheiro seja pela frequência atípica de saques e depósitos, entre outros motivos para dissimular o valor de transações.

E, mesmo sem terem encontrado nada que pudesse corresponder às acusações do senador, cabeças rolaram dentro da Receita.

O mais interessante, porém, é que o filho 01 define-se, agora, como um “pilar da República”, pois alegou, no pedido de investigação “vip” – direta e presencialmente ao secretário da Receita – que conhecer seus bens e transações “implica imenso risco à estabilidade das mais diversas instituições do país, como a da Presidência da República, a Receita, o Ministério Público as Assembleias Legislativas do país, especialmente a do Rio de Janeiro”.

De onde vem tamanho risco, senador?

Aliás, um senador da República, mais que qualquer outro, está sujeito à transparência de sua vida financeira, pois é o responsável por autorizar transações eu implicam o endividamento da União e dos Estados, inclusive no exterior.

As “rachadinhas” dos salários dos servidores dos gabinetes da família vão ficar apenas na mão do motorista e segurança Fabrício Queiroz, ou nem deste, já que ele pretende ser candidato a uma cadeira de deputado estadual, a mesma que o ex-chefe ocupava, talvez?

 

 

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