Lewandowski se acoelha e recua. Lula só fala se Toffoli quiser

A sessão do Supremo de hoje foi como a famosa Batalha de Itararé: não houve.

Ricardo Lewandowski, mesmo reafirmando o que decidira sobre o direito de jornalistas entrevistarem o ex-presidente Lula, enviou os processos para o presidente do STF com um despacho que é de doer em qualquer consciência jurídica:

“a fim de evitar-se tumulto processual, insegurança jurídica e instabilidade no sistema de Justiça, encaminhem-se os autos ao Presidente do Tribunal, o Ministro Dias Toffoli, para deliberar o que entender de direito”

É uma barbaridade semelhante àquela do “em homenagem ao princípio da colegialidade” de Rosa Weber: um juiz abre mão do que pensa e crê correto para não “melindrar” seus pares.

Claro que correu muita conversa “debaixo da toga” neste história.

Impossível prever se a entrevista de Lula será feita ainda durante a campanha de 2° turno. Depende do Ibope e do Datafolha, estes verdadeiros juízes supremos do Brasil.

É por isso que suas excelências estão tão furiosas contra ideia de uma Constituinte (com voto, viu, General Mourão?).

É porque só ela pode mudar este quadro dantesco do STF, promovendo mudanças nesta composição abaixo da crítica que ele hoje tem.

 

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