Liberação de porte de armas em aviões, mais uma do delírio armentista

O juiz Renato Borelli, da 9ª Vara Federal de Brasília cometeu, ontem, mais um desatino próprio destes tempos selvagens que vivemos.

Suspendeu portaria da Agência Nacional de Aviação que obrigava ao policial que não estivesse em serviço – custodiando um preso, por exemplo – a despachar sua arma ao usar vôos comerciais.

A partir de agora, pode levar o trabuco na cintura, municiado.

Alguém pode explicar a finalidade disso?

Será que é para proteger de algum trombadinha, que vá roubar celulares e mandar o piloto “parar no próximo ponto” para fugir voando?

Será que é para causar pânico quando mostrar a “máquina”?

Será que se ele tiver alguma reação de  ‘medo, surpresa ou violenta emoção’ – como sugere o pacote antivcrime do sr. Sérgio Moro, pode disparar na cabine e furar o avião a dez mil metros de altitude, matando não com a bala, mas com a falta de oxigênio, todos os passageiros?

Em 1997, o coronel da reserva do Exército Wilson Pinto de Oliveira, 62, hembarcou num vôo de Brasília a Belo Horiznte com uma pistola semi-automática Beretta e e a arma disparou acidentalmente. O avião, segundo o relatório do piloto, poderia ter explodido, por conta da pressurização da cabine, se a bala não tivesse parado numa poltrona e atravessado a fuselagem.

Nos Estados Unidos, pais da “arma livre”, é proibido e quem for pego tentando embarcar com uma paga multa entre 2 mil e 10 mil dólares.

Mergulhamos na insanidade.

A liberaçao da “arma rural”, segundo a Band, abre a possibilidade para nada menos que 5,9 milhões de proprietários armados.

 

 

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