Lula, ameaçado, é o mais sólido dos candidatos

solidez

Reunindo os dados dos muitos cenários propostos pelo Datafolha na pesquisa divulgada hoje, o site Poder360 – embora dando Lula fora da disputa como “favas contadas” –  criou uma tabela onde os candidatos aparecem com os índices obtidos no melhor e no pior cenário para cada um.

A partir daí, extraí a tabela acima, que chama de solidez eleitoral a relação (em percentual) entre seu pior e melhor resultado na pesquisa.

Ou seja, quanto a “pior das hipóteses” representa ante a melhor situação obtida pelo candidato.

O resultado é cristalino.

Lula é o que tem – ou teria, em uma eleição livre – o maior grau de solidez. Isto é, o que menos variaria em seus índices em função de outros candidatos que disputassem o pleito.

Este índice, claro, varia com o valor absoluto da votação de cada um: afinal, para o candidato que tem um chegar a 2% ou vice-versa não é uma alteração significativa.

Portanto, é correto dizer que Jair Bolsonaro, logo após o ex-presidente, é quem oscila menos.

São votos, assim, sólidos, difíceis de tirar. Só à força, como se pretende.

O restante fica na faixa do “voto porque não tem outro”, uma vez que quando há outros que possam atrair a atenção, a perda de votos é significativa.

Não são, portanto, votos sólidos.

São flutuantes, ao sabor do quadro que se vá desenhar e, mesmo que tendam numa direção, podem ser revertidos ao sabor do favoritismo e da mídia.

É uma demonstração evidente de que “desmontar” Lula eleitoralmente exigirá mais do que uma sentença e mais que uma prisão publicitária.

Lula, no jargão publicitário, é um brand, uma marca, no sentido de ter um significado construído pela experiencia de relacionamento com o público, com alto grau de satisfação.

Não que outros não possam ser: João Dória foi apresentado como  uma, mas viveu a experiência de não entregar o prometido. E Huck é de outro departamento, não desperta credibilidade, como você não compraria um doce com a marca “Omo”  pela sua tradição como fabricante de sabão em pó.

Como a autoridade judicial interferiu brutalmente no processo de formação da consciência pública os candidatos que ela beneficia estão vulneráveis exatamente pela condição de beneficiários.

Os que apoiarem sua exclusão, serão vistos com ressentimento; os que quiserem se apropriar dela, serão obrigados e dizer que podem ser iguais.
contrib1

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