Lula não pode saber o que dissemos dele, alegam ‘lavajateiros’

Primeiro foram o juízes, depois os delegados da Polícia Federal e, agora, são os próprios promotores da Lava Jato que querem bloquear o acesso da defesa do ex-presidente Lula a troca de mensagens funcionais entre eles e também com o comando da PGR e o então juiz Sérgio Moro.

É o que Deltan Dallagnol e os outros “Filhos do Januário” – nome que davam a seu grupo nos aplicativos de mensagens instalados em seus telefones funcionais -pedem ao Ministro Ricardo Levandowski, que determinou que os advogados de Lula tomem conhecimento de tudo o que se falou dele e sobre em relação aos processos na 13ª Vara Criminal de Curitiba.

A informação, de Monica Bergamo, na Folha, é de que “a disponibilização do material ao petista fere o direito que têm à intimidade, privacidade” e uma questão de “segurança para a vida e a integridade física e moral de suas famílias”. Argumentam ainda também que “o material não foi periciado e pode não ser verdadeiro”, o que contradiz o despacho autorizativo de Lewandowsi. ode se fiz que a perícia atestou a veracidade.

A jornalista informa que a argumentação dos promotores “causou estranheza entre magistrados: quando comandavam a Lava Jato, os operadores divulgaram mensagens de investigados —e até mesmo conversas privadas da ex-primeira-dama Marisa Letícia com os filhos dela e de Lula”e que “levantou entre ministros também a percepção de que, embora boa parte das mensagens já tenha vindo a público, a íntegra do conteúdo preocupa os procuradores.”

Já sabendo que o ministro vai negar – até porque seria uma violação do direito à ampla defesa constitucional – Deltan e sua turma pedem que a liberação seja decidida em plenário, onde, sabe-se lá, tenham esperanças que Luís Edson U-hu Fachin, Luiz Trust e Luiz Roberto Barroso possam barrar as verdades inconvenientes.

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