M. Rubens Paiva mostra que boa parte dos ‘tuiteiros do Bolso’ são robôs

O cronista Marcelo Rubens Paiva traz hoje, no Estadão. uma informação muito mais útil do que a do algoritmo ideológico das “bolhas” sugerido hoje pela Folha como “GPS ideológico”.

Com ajuda de sites independentes, ele mapeou os seguidores de Jair Bolsonaro –  4,14 milhões! -, algumas vezes maior que seus ex-adversários eleitorais.

Mas, mostra Marcelo, uma parte imensa parte deles, com indicação de que sejam falsos, os famosos “robôs”, ou bots:

A companhia de software SparkToro afirma que 60,9% dos seguidores de Jair Bolsonaro são falsos (spam, bots, propaganda ou inativos).
A SparkToro chegou a esses dados após descobrir que 87% deles quase não têm seguidores, 69% usam locações que não se encaixam, 94% não têm URL e 61% das contas foram criadas há menos de 60 dias, além de outros dados que usam para definir o que é falso.
O site StatusPeople vai mais longe: apenas 27% dos seguidores são comprovadamente reais, 7% são falsos e 66%, inativos.
Já a auditoria TwitterAudit atesta que apenas a metade dos seguidores é real. A outra metade é composta por falsos ou incertos.

É claro que Bolsonaro tem uma enorme presença nas redes sociais. É seu partido, seu palanque, seu critério de avaliação do que vai propor e fazer.

Mais é também o seu penacho, aquilo que usa para impressionar – tanto para intimidar quanto para atrair – e daquilo que ele mais cuida.

É por aí que se deve procurar as razões para o que parece simples maluquice.

É, claro, maluquice, mas não é só.

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